Corpo da menina de 14 anos foi localizado em terreno baldio em Foz do Iguaçu no último domingo (14) (Reprodução/Ric Record)
A Polícia Civil do Paraná concentra esforços em esclarecer uma discrepância central no assassinato de uma adolescente de 14 anos, encontrada seminua em um terreno baldio em Foz do Iguaçu, na região oeste do estado.
O principal acusado, um jovem de 18 anos que teve a prisão preventiva decretada nesta semana, admite ter matado a vítima a golpes de tijolo, mas sustenta que a deixou vestida ao abandonar o local, que é uma versão que contrasta com as condições em que o corpo foi descoberto.
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Diante dessa divergência, a equipe de investigação ampliou o leque de hipóteses. Segundo o delegado Marcelo Pereira Dias, que comanda o caso, os agentes trabalham para verificar se houve violência sexual, vilipêndio ao cadáver ou mesmo a atuação de outras pessoas depois do homicídio.
Para isso, policiais buscam novas gravações de câmeras de segurança e tentam recompor, minuto a minuto, os deslocamentos da garota e do suspeito antes e depois do crime. A identidade do rapaz não foi revelada oficialmente.
“A tentativa é afastar a possibilidade de participação de terceiros, bem como a possibilidade de ter havido um vilipêndio a cadáver ou qualquer tipo de prática contra a vítima após este autor do homicídio ter deixado o local”, afirmou o delegado em nota.
O corpo da adolescente foi localizado no domingo (14), em uma área de mata nos fundos de uma borracharia, no bairro Portal da Foz. O suspeito, que, segundo familiares da menina, mantinha uma relação de amizade próxima com ela, confessou o crime durante interrogatório na Delegacia de Homicídios. Antes de ser detido em casa, ao voltar do trabalho, ele foi agredido por moradores da região onde a vítima residia.
Em depoimento, o jovem afirmou ter agido sozinho e atribuiu a motivação a uma suspeita de que a adolescente estaria tramando uma emboscada contra ele, em retaliação a uma ameaça sofrida no bairro onde mora.
Segundo a apuração, ele convenceu a garota a segui-lo até o terreno baldio com o pretexto de que precisaria resgatar drogas que havia escondido no local.
Ao chegar, usou um tijolo encontrado ali mesmo para atacar a vítima, e ao menos com quatro golpes, atingindo a nuca e a lateral da cabeça.
O rapaz relatou que permaneceu entre 30 e 40 minutos no terreno após o crime e depois fugiu sozinho. Embora tenha admitido o homicídio, ele nega categoricamente qualquer tipo de abuso sexual. A polícia, no entanto, segue apurando a veracidade dessa afirmação.
Durante as diligências posteriores à confissão, os investigadores apreenderam o celular e um par de chinelos da adolescente na casa onde o suspeito mora com familiares. Também foram recolhidas as roupas que ele vestia no dia do crime, com manchas de sangue.
O jovem foi recolhido à Cadeia Pública Laudemir Neves. A reportagem não localizou a defesa dele para comentar o caso.
(Com informações da Banda B)
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