Projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores de Alto Paraíso Eliane de Oliveira Caetano (União Brasil), Dejalma Gonçalves de Oliveira (União Brasil), Clovis Cardoso dos Santos (União Brasil), Osimar Freitas (PRB), Odair Augusto (União Brasil), Ademir de Araújo (PRB), Alvaro Martins de Melo (PRD), Edilso Martins de Melo (PRD) e José Carlos dos Santos (União Brasil) (Foto Câmara Municipal de Alto Paraíso)
A Câmara Municipal de Alto Paraíso aprovou a criação de um auxílio-alimentação de R$ 700 mensais para os vereadores da legislatura. A medida de autoria da Mesa Diretora foi sancionada pelo prefeito Luiz Eliseu dos Santos por meio da Lei nº 681/2026, publicada nesta terça-feira (2).
O benefício foi instituído para os nove vereadores do município e poderá ser pago mensalmente em dinheiro, cartão ou outro meio eletrônico. De acordo com a legislação, o auxílio tem natureza indenizatória e destina-se a subsidiar despesas com alimentação relacionadas ao exercício da função parlamentar.
As verbas indenizatórias são pagamentos destinados a ressarcir um prejuízo, dano ou despesa relacionadas ao trabalho, como o reembolso por uso de veículo próprio ou uma indenização por rescisão contratual. Atualmente, o subsídio mensal (salário) dos vereadores em Alto Paraíso é de R$ 6.675,00.
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O texto estabelece que o valor será corrigido anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a partir de 2027. A lei também prevê situações em que o benefício não será concedido, como nos casos de afastamento sem remuneração, perda de mandato, exercício de cargo no Executivo e recebimento de auxílio semelhante em outro vínculo público.
Além disso, a norma que determina a suspensão do pagamento em dias nos quais houver recebimento de diárias de viagem e prevê descontos proporcionais por faltas não justificadas às sessões e atividades legislativas.
Ao comentar a aprovação da lei em entrevista a OBemdito, o presidente da Câmara, vereador José Carlos dos Santos (União Brasil), afirmou que a iniciativa acompanha um movimento já adotado por diversos Legislativos municipais do Paraná.
Segundo ele, o entendimento foi construído a partir de recentes orientações do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que passaram a admitir a concessão do auxílio-alimentação a agentes políticos, desde que observados critérios específicos.
A própria Procuradoria Jurídica da Câmara emitiu parecer favorável ao projeto aprovoda por unanimidade, citando o Acórdão nº 566/2026 do Tribunal de Contas do Paraná, que considerou compatível o pagamento do benefício a vereadores desde que mantida sua natureza indenizatória e observadas exigências legais, como previsão orçamentária, vinculação ao exercício da atividade parlamentar e vedação de pagamento cumulativo com diárias.
O parecer jurídico também concluiu pela constitucionalidade e legalidade da proposta, recomendando apenas ajustes técnicos e a observância de requisitos previstos na legislação fiscal.
Apesar da aprovação e da publicação da lei, José Carlos dos Santos afirmou que a aplicação prática do auxílio aos vereadores ainda deverá ser debatida internamente.
Segundo o parlamentar, a intenção inicial era adequar a Câmara a uma realidade já existente em outros municípios e garantir tratamento semelhante ao concedido aos servidores efetivos do Legislativo, que também foram beneficiadores por meio de um projeto parecido.
Contudo, diante dos questionamentos levantados após a aprovação da matéria, a efetiva extensão do benefício aos vereadores ainda não estaria definida, mesmo após publicada.
“Tenho 32 anos de vida pública e não compactuo com qualquer tipo de irregularidade. Se houver qualquer entendimento de que o pagamento não está de acordo com a legalidade, ele não será realizado aos vereadores”, destacou o legislador.
O presidente também afirmou que, caso necessário, o texto poderá receber ajustes para reforçar mecanismos já recomendados pelos órgãos de controle, como a vedação do pagamento em dias de recebimento de diárias e a vinculação do benefício aos dias de efetivo exercício da atividade parlamentar.
Com a sanção, a lei já está em vigor. Caso seja efetivamente concedido aos nove vereadores, o auxílio-alimentação representará um custo mensal de R$ 6,3 mil aos cofres do Legislativo municipal, totalizando R$ 75,6 mil por ano, sem considerar futuras correções monetárias.
A atual Mesa Diretora da Câmara Municipal de Alto Paraíso é formada pelo presidente José Carlos dos Santos (União Brasil), pelo vice-presidente Edilso Martins de Melo (PRD), pelo primeiro-secretário Alvaro Martins de Melo (PRD) e pelo segundo-secretário Clovis Cardoso dos Santos (União Brasil).
Além dos integrantes da Mesa Diretora, a Câmara Municipal de Alto Paraíso é composta pelos vereadores Ademir de Araújo (PRB), Odair Augusto (União Brasil), Osimar Freitas (PRB), Eliane de Oliveira Caetano (União Brasil) e Dejalma Gonçalves de Oliveira (União Brasil).
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