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Petrobras anuncia reajuste na gasolina e governo tenta evitar disparada nos preços

Bombas de combustíveis em um posto de Umuarama.
Foto: Danilo Martins/OBemdito
Petrobras anuncia reajuste na gasolina e governo tenta evitar disparada nos preços
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 28 de maio de 2026 às 14h23 - Modificado em 28 de maio de 2026 às 14h24

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um novo reajuste no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O aumento será de R$ 0,48 por litro, mas um desconto de R$ 0,44 por litro reduzirá o impacto efetivo para R$ 0,04.

Segundo a estatal, o consumidor deve perceber apenas um aumento residual no preço da gasolina vendida nos postos.

De acordo com a Petrobras, a parcela da empresa no valor final da gasolina C — comercializada ao consumidor — passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro.

“Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro”, informou a companhia em nota.

Governo federal criou subsídio temporário

O desconto aplicado pela Petrobras ocorre após decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última segunda-feira (25), que criou um subsídio temporário de R$ 0,44 por litro de gasolina.

A medida terá validade de dois meses e busca amenizar os impactos da alta internacional do petróleo no mercado interno.

Segundo o governo federal, os repasses serão feitos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a produtores e importadores de gasolina.

A possibilidade de reajuste já vinha sendo sinalizada pela Petrobras desde abril. Na ocasião, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a empresa poderia elevar os preços caso houvesse mecanismos de compensação tributária e subsídios para o setor.

Guerra no Oriente Médio pressiona mercado do petróleo

A pressão sobre os combustíveis acontece em meio à instabilidade internacional provocada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito impactou diretamente o mercado global de petróleo, principalmente após o bloqueio da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula mais de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o barril do petróleo Brent subiu de US$ 72,48 para US$ 94,29, acumulando alta próxima de 30%.

Apesar disso, o mercado registrou desaceleração nos preços após sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o site Axios, negociadores dos dois países discutem a ampliação do cessar-fogo por mais 60 dias e a retomada de tratativas sobre o programa nuclear iraniano. O acordo ainda depende do aval do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

(Com informações Banda B)

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