Paraná

Investigado por sumiço de primas tem longa ficha criminal e segue foragido

A investigação sobre o desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, levou a Polícia Civil a concentrar as buscas em um homem com extenso histórico criminal no Paraná.

Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, é apontado pelos investigadores como principal suspeito no caso e permanece foragido. Contra ele já havia um mandado relacionado a uma condenação por roubo. Agora, o nome do investigado também aparece no centro das apurações envolvendo o sumiço das jovens.

De acordo com a polícia, Clayton acumulou passagens por diversos crimes ao longo da vida, incluindo tráfico de drogas, roubos e porte ilegal de armas. Ainda adolescente, ele já era conhecido pelas forças de segurança.

Segundo o delegado Zoroastro Nery do Prado Filho, de Mandaguari, o suspeito possui um histórico recorrente de envolvimento com delitos.

“Ele é uma daquelas figurinhas carimbadas da polícia”, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo.

As investigações indicam ainda que o homem utilizava identidade falsa enquanto morava em Cianorte. Conforme o delegado Luís Fernando Alves Silva, ele se apresentava pelo nome de “Davi”, numa tentativa de dificultar sua identificação.

A Polícia Civil também identificou registros de acesso à internet ligados ao suspeito dias depois do desaparecimento das primas.

LEIA TAMBÉM: Polícia faz buscas por primas desaparecidas na zona rural de Paranavaí; com vídeo

Clayton Antonio da Silva Cruz tem as alcunhas de ‘Sagaz’ ou ‘Dog Dog’ (Foto: PCPR)

Embora o caso ainda não tenha conclusão, a principal hipótese trabalhada pelos investigadores é a de homicídio, com possibilidade de feminicídio. Outras linhas, como sequestro e cárcere privado, seguem em análise.

Clayton também foi condenado por participação em um assalto registrado em 2022, em Apucarana. Conforme as investigações daquele caso, homens armados invadiram a residência de um ex-prefeito de Cambira, renderam moradores e fugiram levando objetos de valor e veículos.

A polícia afirma ainda que armas já foram apreendidas em situações envolvendo o investigado. Quando esteve preso, ele também foi citado em denúncias relacionadas ao uso irregular de celulares dentro da cadeia.

Enquanto as buscas continuam em cidades da região noroeste do Paraná, familiares das jovens convivem com a falta de respostas.

“Só queremos as meninas, não importa onde estejam”, disse Ana Erli Melegari, mãe de Sttela, em entrevista ao Estadão.

Ela afirma manter a esperança de encontrar as primas com vida.

“Meu coração de mãe diz que elas estão vivas. Mas também sinto que estão sofrendo”, declarou.

(Com informações da Banda B)

Rudson de Souza

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