Hemonúcleo de Umuarama atende hospitais de toda a região e enfrenta queda crítica nos estoques de sangue (Foto Ilustrativa/José Fernando Ogura/Arquivo AEN)
O Hemonúcleo de Umuarama fez, nesta quinta-feira (7), um apelo urgente à população diante da queda crítica nos estoques de sangue. A situação afeta principalmente os tipos O negativo e O positivo, mas a unidade afirma que há necessidade de doadores de todos os tipos sanguíneos.
A unidade, que integra a rede do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), atende hospitais de Umuarama e diversos municípios da região. Segundo o chefe do Hemonúcleo, Cláudio Francisconi, o cenário é considerado alarmante e acompanha uma crise de abastecimento em várias cidades do Estado.
“Estamos com o estoque muito, muito, muito baixo”, afirmou ao OBemdito.
Francisconi relatou que a situação piorou rapidamente nos últimos dias. “Semana passada eu estava tranquilo, porque tinha um pessoal de Moreira Salles que veio fazer reposição. Mas essa semana está parecendo o deserto do Saara. Não tem ninguém naquela unidade”, disse.
Com o desabastecimento de polos importantes da hemorrede estadual, como Maringá, Toledo, Cascavel e Apucarana, a alternativa passou a ser buscar bolsas em unidades mais distantes, como Foz do Iguaçu.
Nesta semana, por exemplo, o Hemonúcleo de Maringá também precisou fazer um pedido público por doações após registrar falta de sangue até mesmo para abastecer o serviço aeromédico, considerado essencial nos atendimentos e resgates realizados no noroeste do Paraná.
“Já estamos pensando em tentar alguma coisa em Foz do Iguaçu”, afirmou o chefe do Hemonúcleo.
A preocupação ocorre porque a demanda hospitalar permanece constante. Segundo Francisconi, a unidade encaminha, em média, mil bolsas de sangue por mês aos hospitais da região, número suficiente para beneficiar aproximadamente 500 pacientes mensalmente.
Para manter esse abastecimento, seriam necessários cerca de 1.200 doadores regulares.
“A importância do doador está no fato de ele salvar vidas. Cada doação pode beneficiar até quatro pessoas, e isso não tem preço. É um ato humanitário, um ato de cidadania”, destacou.
O médico também reforçou que não existe substituto para o sangue humano.
“Nenhum medicamento, hospital, profissional qualificado, UTI, antibiótico ou soro consegue substituir o sangue. O que realmente salva vidas é o sangue humano”, afirmou.
O período do ano também agrava a situação. Conforme Francisconi, entre dezembro e fevereiro há redução no número de doadores por conta das férias, festas e feriados, enquanto aumenta a quantidade de acidentes e atendimentos que exigem transfusão.
As doações podem ser feitas no Hemonúcleo de Umuarama, localizado na avenida Manaus, 4444, no Centro Cívico.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 15h30. Informações e agendamentos podem ser feitos pelo telefone (44) 3621-8307.
Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos — menores devem estar acompanhados do responsável legal —, pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado, além de apresentar documento oficial com foto.
Após a coleta, o sangue é separado em componentes como plasma, hemácias e plaquetas, utilizados em diferentes tipos de tratamento e atendimentos hospitalares.
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