Umuarama

Velório da médica Renata Vitorino terá início às 19h desta terça, no Prever de Umuarama

A médica cirurgiã Renata Vitorino, que atuava em Umuarama, será velada a partir das 19h desta terça-feira (28 de abril), no salão nobre do Prever, localizado em frente ao cemitério da cidade. O sepultamento está marcado para a manhã de quarta-feira (29 de abril), com horário a ser divulgado posteriormente.

Acometida por uma vasculite rara, Renata Vitorino faleceu na tarde de segunda-feira (27), no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, após mais de 30 dias internada. Ela tinha 37 anos e deixa marido e filha de 7 anos.

Todos os esforços foram utilizados para salvar a médica, inclusive com o envio de amostras de material para os Estados Unidos, conforme relatou um amigo próximo da família.

A profissional fazia parte dos quadros dos hospitais Norospar e Uopeccan, em Umuarama. Era cirurgiã geral. Na Uopeccan, também respondia pelo programa de residência médica de cirurgia geral. A instituição informou que ela fazia parte do corpo clínico da unidade desde maio de 2018.

Umuarama enlutada pela morte de Renata Vitorino

A morte da doutora Renata deixou um profundo clima de consternação em Umuarama, especialmente entre familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes que conviveram com sua dedicação exemplar à medicina. São dezenas de mensagens enaltecendo o papel da profissional e de condolências à família, nas redes sociais.

Colegas que trabalharam com a médica descrevem a profissional como uma profissional brilhante que chegava cedo e saía tarde do trabalho, movida por genuína paixão pela profissão. Sua atuação como intensivista e cirurgiã nos hospitais Norospar e Uopeccan era reconhecida por todos que a cercavam, pessoas inspiradas por seu comprometimento com o cuidado dos pacientes e sua incomensurável empatia.

Os pacientes de Renata Vitorino também expressam profundo pesar pela perda. A dor que sentem vai além do vazio deixado por uma excelente profissional; reflete-se na humanidade e no cuidado genuíno que caracterizavam cada encontro com a médica. Amigos próximos a descrevem como alguém que se dedicava integralmente, não apenas ao tratamento, mas ao acolhimento de quem sofria.

A vasculite rara que vitimou a médica

A vasculite, que é a inflamação dos vasos sanguíneos, representa um dos maiores desafios diagnósticos da medicina moderna. Trata-se de um grupo de doenças que inflamam artérias, veias ou capilares, podendo afetar praticamente qualquer órgão do corpo humano, do sistema nervoso central ao coração.

As vasculites podem ser classificadas de acordo com o tamanho dos vasos afetados (pequenos, médios ou grandes vasos), sua etiologia (primária ou secundária) ou o tipo de órgão comprometido. Algumas formas são autoimunes, enquanto outras podem estar associadas a infecções ou até malignidades.

Os sintomas variam consideravelmente dependendo de quais órgãos estão inflamados. Podem incluir febre, fadiga, perda de peso, dores articulares, erupções cutâneas, neuropatia periférica, insuficiência renal e, nos casos mais graves, comprometimento do sistema nervoso central ou do miocárdio. Essa variedade sintomatológica torna o diagnóstico particularmente complexo.

O diagnóstico é frequentemente desafiador e pode levar meses ou até anos, pois seus sintomas frequentemente mimetizam outras doenças. Exames laboratoriais, de imagem e, em muitos casos, biópsia são necessários para confirmação.

Mesmo com tecnologia avançada e expertise médica, muitos casos de vasculite rara permanecem sem diagnóstico definitivo até estadios avançados da doença, quando o comprometimento já é significativo.

O tratamento depende do tipo de vasculite e da extensão do acometimento, geralmente envolvendo imunossupressores e corticosteroides. O prognóstico varia consideravelmente conforme a forma da doença, o órgão acometido e a rapidez com que se inicia o tratamento.

Em casos de vasculite grave que afeta órgãos vitais, as complicações podem ser fatais, como ocorreu com a doutora Renata Vitorino, deixando um vazio irreparável em sua família, em Umuarama e no exercício da medicina.

Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.

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