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Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Acusado de tráfico humano internacional, empresário de Umuarama é preso pela Interpol

João Leonardo Rodrigues, de 52 anos, foi preso no México e aguarda extradição para Minas Gerais, onde responde às acusações (Foto Interpol/Melhorada por IA)
Acusado de tráfico humano internacional, empresário de Umuarama é preso pela Interpol
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 20 de abril de 2026 às 19h02 - Modificado em 21 de abril de 2026 às 08h30

A Interpol prendeu na última terça-feira (14), na Cidade do México, o empresário umuaramense João Leonardo Rodrigues, de 52 anos. Ele estava incluído na lista vermelha do organismo internacional, que é um mecanismo usado para localizar e deter foragidos em diversos países.

Conhecido como “João Balaustra”, Rodrigues foi proprietário do tradicional Bar Carioca, que funcionava na chamada “Boca Maldita” de Umuarama. A prisão ocorreu durante a realização de um exame médico na capital mexicana.

De acordo com informações da 3ª Vara Criminal de Belo Horizonte, o empresário é acusado com base no artigo 2º, §§ 3º e 4º, incisos III e V, da Lei 12.850/13, que trata de organização criminosa, especialmente quando há participação estruturada e envolvimento em crimes graves.

Ele também responde por tentativa de promoção de migração ilegal (artigo 232-A combinado com o artigo 14, inciso II, do Código Penal) e pelo artigo 239 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que criminaliza a promoção ou auxílio à fuga de menor para o exterior sem autorização legal.

Segundo as investigações, Rodrigues teria atuado em um esquema de tráfico humano, levando pessoas, entre elas inclusive menores, de Minas Gerais até o México, com o objetivo de atravessar ilegalmente a fronteira rumo aos Estados Unidos.

Bar Carioca, conhecido ponto da “Boca Maldita” de Umuarama, foi administrado por João Leonardo Rodrigues, preso no México pela Interpol (Foto Acervo Italo Fábio Casciola)

O que diz a defesa

A defesa do empresário, representada pela advogada Bruna Scremin, afirma que ele nega as acusações. “Meu cliente nega qualquer participação em organização criminosa ou tráfico de pessoas. Ele atua regularmente no ramo de turismo, com empresa estabelecida em Cancún, e sempre desenvolveu suas atividades dentro da legalidade”, disse.

Localizada no Caribe mexicano, Cancún é um dos principais destinos turísticos da região, conhecido por seus resorts e praias. Segundo a defesa, é nesse setor que Rodrigues mantém suas atividades empresariais.

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Rodrigues também teve passagem pela política local em 2012, quendo candidatou-se ao cargo de vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT), mas não foi eleito.

O nome do empresário constava em um Alerta Vermelho da Interpol, que é instrumento que solicita a autoridades policiais de diversos países a localização e prisão provisória de um indivíduo, com base em ordem judicial do país de origem.

Embora não seja um mandado de prisão internacional automático, o alerta funciona como um aviso global para facilitar a cooperação entre forças de segurança.

Agora, a Justiça brasileira aguarda os trâmites de extradição para que Rodrigues seja transferido a Minas Gerais, onde deverá responder às acusações.

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