Paraná

Segunda balsa começa a operar nesta quarta-feira na travessia do Rio Piquiri

Depois de diversos adiamentos e cobranças de usuários, a segunda balsa para a travessia do Rio Piquiri, na BR-272, começou a operar nesta quarta-feira (1º/4). O início do serviço era aguardado há meses por motoristas que enfrentam longas filas no local. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) confirmou o início da operação nesta tarde para OBemdito.

A nova embarcação passa a reforçar a travessia entre Francisco Alves e Terra Roxa. A expectativa é reduzir o tempo de espera. A operação da segunda balsa foi anunciada em outras ocasiões, mas acabou sendo adiada por diferentes motivos. A demora gerou críticas de usuários, que dependem da rodovia para deslocamentos diários.

Com a interdição da ponte, a travessia por balsa é uma das principais alternativas para quem utiliza a BR-272. O trajeto atende moradores, trabalhadores e transportadores que circulam pela região. Outra opção é o desvio por Palotina, pelas rodovias PR-182 e PR-364.

O percurso aumenta cerca de 40 quilômetros, o que eleva o tempo de viagem e os custos. Por isso, muitos condutores preferem aguardar a travessia fluvial, mesmo com filas em horários de pico. A rodovia é considerada estratégica e concentra fluxo importante de veículos.

A BR-272 conecta o trânsito em direção a Guaíra e também ao município paraguaio de Salto del Guairá. O trecho tem relevância econômica para o transporte regional e internacional.

Bloqueio da ponte

Os transtornos começaram em 6 de novembro de 2025, quando o Dnit interditou a ponte sobre o Rio Piquiri. A estrutura, localizada no km 541,79, apresentou trincas nos pilares.

Segundo o órgão, os danos comprometeram a segurança da ponte e exigiram o bloqueio total. Desde então, motoristas passaram a depender de rotas alternativas.

Inicialmente, o desvio por Palotina era a única opção disponível. Em 7 de janeiro de 2026, a primeira balsa entrou em operação como medida emergencial.

Mesmo com o serviço gratuito e funcionamento 24 horas, as filas continuaram. A travessia leva, em média, 15 minutos, mas a espera pode ser maior em horários de movimento intenso. Com a entrada da segunda balsa, a expectativa é melhorar o atendimento até a liberação da ponte.

Foto: Dnit/Colaboração OBemdito

Alex Nascimento

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