Brasil

Caminhoneiros desistem de greve após governo endurecer regras do frete

Caminhoneiros decidiram não realizar greve após o governo federal anunciar novas regras para o frete e ampliar a fiscalização do setor. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde de quinta-feira (19), em Santos, no litoral de São Paulo.

O encontro ocorreu no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista e reuniu lideranças da categoria. Representantes de diversas associações avaliaram o cenário atual e optaram por não deflagrar paralisação.

Apesar da insatisfação com os custos operacionais, entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores decidiram manter o diálogo com autoridades. As lideranças também afirmaram que vão acompanhar a evolução dos preços dos combustíveis.

A possibilidade de greve vinha sendo discutida nos últimos dias e gerou preocupação no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O temor estava ligado ao histórico recente de paralisações que afetaram o abastecimento nacional.

Segundo representantes do setor, o aumento do diesel continua sendo o principal fator de pressão sobre os caminhoneiros. O custo elevado reduz a margem de lucro e dificulta a sustentabilidade da atividade.

Reuniões em Santa Catarina

Reuniões também ocorreram em Itajaí, em Santa Catarina, na mesma quinta-feira (19). As lideranças locais seguiram a mesma linha e descartaram a paralisação.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, não houve registro de concentração de caminhoneiros ou bloqueios nas rodovias catarinenses. O tráfego seguiu normal em todo o estado.

A Justiça Federal de Santa Catarina proibiu previamente bloqueios nas BR-101 e BR-470, além dos acessos aos portos de Itajaí e Navegantes. A decisão estabeleceu multa de até R$ 100 mil para empresas e sindicatos.

Para pessoas físicas, a multa prevista é de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A medida também autorizou a atuação das forças de segurança para garantir a livre circulação nas rodovias.

Segundo a decisão judicial, a obstrução de vias pode configurar crime de desobediência. A prática também é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 5.869,40 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

As lideranças afirmaram que continuarão monitorando o cenário econômico. Novas decisões poderão ser tomadas caso haja mudanças nos custos do transporte.

Leia também: Umuarama segue sem mobilização enquanto caminhoneiros avaliam greve nacional

Informações: OBemdito/Metrópoles

Alex Nascimento

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