Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O prazo para a Polícia Federal apresentar ao Supremo Tribunal Federal o relatório final do inquérito conhecido como Caso Master termina nesta segunda-feira (16). A investigação apura suspeitas de fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito do Banco Master ao Banco de Brasília.
Apesar do vencimento do prazo, a tendência é que os investigadores solicitem mais tempo para concluir o trabalho. O pedido deverá ser encaminhado ao ministro André Mendonça, responsável atual pela condução do caso na Corte.
Segundo fontes ligadas à investigação, o volume de provas coletadas nos últimos meses exige novas diligências. A Polícia Federal avalia que ainda precisa realizar análises adicionais antes de finalizar o relatório.
O prazo atual foi estabelecido pelo ministro Dias Toffoli, que era o relator do processo no Supremo. Em 16 de janeiro, o magistrado autorizou a prorrogação do inquérito por mais 60 dias.
Com a decisão, os investigadores ganharam dois meses para avançar nas apurações. Esse período, porém, termina oficialmente nesta segunda-feira.
Mesmo com a ampliação anterior, integrantes da investigação avaliam que ainda restam etapas importantes. Por isso, a expectativa é que a Polícia Federal apresente novo pedido de extensão do prazo.
Caso o pedido seja protocolado, caberá ao ministro André Mendonça decidir se autoriza ou não a continuidade das investigações por mais tempo.
As investigações ganharam novo impulso no início de março, com a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero.
Durante a operação, os agentes prenderam o empresário Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master. Outras pessoas também foram detidas durante a ação policial.
Segundo a Polícia Federal, os investigados integrariam uma estrutura que os agentes classificaram como “milícia privada”. O grupo teria atuado para intimidar e pressionar adversários, jornalistas e agentes públicos.
As investigações buscam esclarecer a atuação desse grupo e a possível relação com as suspeitas de fraudes financeiras investigadas no inquérito.
Um dos pontos centrais da investigação envolve a análise de materiais apreendidos durante a operação. Entre eles estão celulares pertencentes a Daniel Vorcaro.
Os investigadores afirmam que o conteúdo desses aparelhos gerou grande volume de informações. A análise detalhada do material pode ajudar a esclarecer a dinâmica das suspeitas investigadas.
A Polícia Federal também pretende realizar novos depoimentos e outras diligências. O objetivo é reunir mais elementos antes da conclusão do relatório final.
Diante desse cenário, a expectativa é que a corporação solicite oficialmente a prorrogação do prazo de investigação. A decisão final caberá ao ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.
Com informações: Metrópoles
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