Umuarama

Defesa de policial penal diz que julgamento deve esclarecer “realidade dos fatos”

O advogado Adriano Bretas, que faz parte da defesa do policial penal acusado de feminicídio afirmou que o julgamento no Tribunal do Júri de Umuarama deve esclarecer o que ocorreu no dia do crime e que todas as hipóteses permanecem em aberto. O réu é Carlos Adriano Botelho de Assis, de 46 anos, acusado de matar a ex-companheira Vanessa dos Santos da Cunha, de 28.

Em entrevista ao OBemdito na manhã desta quarta-feira (11), antes do início da sessão, Bretas disse que a expectativa da defesa é que o processo ocorra dentro das regras legais. “As testemunhas vão ser ouvidas, o acusado vai ser interrogado e vai revelar tudo o que aconteceu naquele fatídico acontecimento dentro daquele quarto”, afirmou.

Segundo Bretas, após a produção das provas haverá os debates entre acusação e defesa e, ao final, os jurados apresentarão o veredito.

O advogado também declarou que a estratégia da defesa é esclarecer o que, segundo ele, seria a realidade dos fatos. “A linha da defesa é a realidade dos fatos. A defesa vem com o escopo de esclarecer a realidade daquilo que de fato se passou. É uma realidade triste, trágica, lamentável, mas muito diferente daquilo que propõe a acusação”, disse.

Bretas afirmou ainda que a defesa não apresenta uma tese fechada antes da produção das provas no plenário. “O que precisa se adaptar é a tese à prova, e não a prova à tese. A defesa vem trabalhar com a produção da prova e, depois que a prova for produzida, vamos ver o que aconteceu ali”, declarou.

De acordo com o advogado, neste momento inicial do julgamento não há uma hipótese definida por parte da defesa. “Por enquanto está tudo em aberto, o julgamento nem começou ainda”, afirmou.

Ele acrescentou que a acusação deverá apresentar sua versão dos fatos durante o júri. “A acusação tem uma hipótese que vai ser desconstruída aqui no plenário”, disse.

Julgamento

O julgamento começou na manhã desta quarta-feira (11) no Fórum da Comarca de Umuarama e tem previsão inicial de durar até três dias. O caso apura a morte de Vanessa dos Santos da Cunha, ocorrida em 28 de outubro de 2022.

Segundo denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), a vítima foi morta com mais de 50 golpes de faca. Ao final do julgamento, os jurados decidirão pela condenação ou absolvição do acusado.

Luiz Fernando

Luiz Fernando é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e trabalha há cinco anos no portal OBemdito auxiliando na cobertura de notícias em Umuarama e região.

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