Foto: Danilo Martins/OBemdito
O Tribunal do Júri de Umuarama inicia nesta quarta-feira (11) o julgamento de Carlos Adriano Botelho de Assis, ex-policial penal de 46 anos. Ele é acusado de feminicídio praticado contra sua ex-companheira, Vanessa dos Santos da Cunha, na época com 28 anos.
O crime aconteceu no dia 28 de outubro de 2022, na residência de Carlos Adriano, localizada na avenida Olinda. O caso, que chocou a cidade, ganha novos contornos com a promessa de uma “grande reviravolta” por parte da defesa. A equipe do Escritório Bretas, de Curitiba, se prepara para um embate intenso nos próximos dias.
Adriano Bretas, advogado de defesa, conversou com OBemdito na noite desta terça-feira (10), véspera do júri, e detalhou parte da estratégia de sua equipe. “A nossa equipe de defesa está composta por cinco profissionais, dada a envergadura e a densidade do processo”, afirmou Bretas.
Ele enfatizou a preparação minuciosa. “Nos preparamos exaustivamente, fizemos uma imersão detalhada no processo, conhecemos cada vírgula dos autos”, afirmou o advogado.
A expectativa da defesa é alta. Bretas antecipa que o julgamento em Umuarama trará à tona “verdades secretas que foram varridas para debaixo do tapete”. A equipe de cinco advogados promete revelar “a realidade de tudo o que aconteceu”, sugerindo que a narrativa apresentada até agora pode ser drasticamente alterada.
“Nada está descartado, muito pelo contrário”, declarou o advogado, indicando que todas as hipóteses permanecem em aberto, inclusive a absolvição do acusado.
O júri popular terá início às 9h desta quarta-feira (11) no Fórum da Comarca de Umuarama. O juiz da 1ª Vara Criminal de Umuarama, Adriano Cezar Moreira, vai presidir a sessão. O julgamento, que tem previsão para durar três dias (de quarta até sexta-feira, 13), contará com a oitiva de diversas testemunhas.
Porém, a defesa estima que a duração possa ultrapassar o prazo previsto. “A expectativa é que o julgamento realmente atinja esses três dias que o Dr. Adriano estabeleceu. Vamos ver, talvez até um pouco mais. Estamos dispostos a fazer uma longa produção de provas, porque são muitas testemunhas, tem o interrogatório do acusado, vários pontos de controvérsia. Enfim, estamos dispostos a fazer o enfrentamento que for necessário. E isso pode superar a expectativa desses três dias, talvez um pouco mais de dias de julgamento”, disse Bretas.
A denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) aponta que Carlos Adriano assassinou Vanessa com golpes de faca. O laudo indicou que o corpo da vítima tinha 55 perfurações. No entanto, a defesa do réu está confiante em sua estratégia e na capacidade de apresentar novos elementos que possam mudar o rumo do processo.
A comunidade de Umuarama acompanha atentamente os desdobramentos do júri deste caso. A promessa de uma reviravolta adiciona uma camada de expectativa a um julgamento já marcado pela gravidade do crime e pela busca por justiça. A defesa, com sua equipe robusta e a declaração de que “tudo virá à tona”, sinaliza que os próximos dias no Tribunal do Júri serão decisivos e podem surpreender a todos.
Confira mais detalhes do júri que inicia nesta quarta-feira em Umuarama aqui.
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