Foto: IAT
O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta terça-feira (10) o balanço da primeira operação de fiscalização contra a pesca predatória após o fim da Piracema no Paraná. A ação ocorreu entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março em trechos dos rios Rio Paraná e Rio Ivaí, no Noroeste do estado.
A fiscalização percorreu áreas localizadas nos municípios de Altônia, São Jorge do Patrocínio, Querência do Norte, Alto Paraíso e Icaraíma. A operação teve como objetivo orientar pescadores e coibir a pesca em locais proibidos.
Durante a ação, os agentes ambientais abordaram 150 barcos pesqueiros. Do total, 80 embarcações estavam em atividade nos rios e outras 70 foram fiscalizadas em rampas de acesso e estradas próximas às áreas de pesca.
A força-tarefa também resultou na apreensão de diversos equipamentos considerados irregulares. Entre os materiais recolhidos estavam 323 metros de redes e 1.200 metros de cordas com anzóis instaladas na água.
Os técnicos ainda apreenderam 60 galões utilizados para ceva, técnica em que alimentos são lançados na água para atrair peixes. Além disso, foram recolhidos oito covos utilizados na captura de iscas.
Apesar da apreensão dos equipamentos, os fiscais não aplicaram multas durante a operação. Segundo o órgão ambiental, os materiais foram encontrados na água e não foi possível identificar os responsáveis pelos petrechos.
A operação contou com a participação de oito agentes do escritório regional do Instituto Água e Terra em Umuarama. As equipes percorreram diferentes pontos dos rios durante os dias de fiscalização.
O chefe do escritório regional do IAT em Umuarama, Luis Carlos Borges Cardoso, destacou a dimensão do trabalho realizado pelas equipes.
“Foi uma operação bastante significativa por causa do volume de embarcações abordadas, um trabalho exaustivo dos nossos técnicos. Conseguimos pegar alguns petrechos irregulares, mas sem a emissão de multas, já que os equipamentos foram encontrados na água, sem identificação dos proprietários”, afirmou.
A Piracema é o período de restrição à pesca de espécies nativas, criado para preservar a reprodução dos peixes nos rios. Durante esse intervalo, a captura de diversas espécies fica proibida em todo o estado.
No Paraná, a restrição ocorreu entre 1º de novembro do ano passado e 28 de fevereiro deste ano. Durante esse período, o Instituto Água e Terra organizou seis operações de fiscalização.
As ações resultaram na apreensão de 222 quilos de peixes capturados irregularmente. Os fiscais também emitiram 20 Autos de Infração Ambiental e aplicaram R$ 169.262 em multas.
Os órgãos ambientais reforçam que a participação da população é importante no combate aos crimes contra a fauna e a flora. Informações repassadas por moradores ajudam a direcionar as fiscalizações.
Denúncias podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181, canal utilizado pelo Batalhão de Polícia Ambiental para receber informações da população.
No caso do Instituto Água e Terra, as denúncias também podem ser registradas por meio do serviço de Ouvidoria, disponível no canal Fale Conosco ou nos escritórios regionais.
As autoridades orientam que o denunciante informe a localização exata e descreva os fatos com o maior número de detalhes possível. Quanto mais precisas forem as informações, mais rápida poderá ser a apuração.
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