Umuarama

Pequeno Heitor enfrenta cardiopatia e família busca apoio para seguir tratamento; ajude

A luta pela vida do pequeno Heitor, bebê de Umuarama diagnosticado com uma cardiopatia congênita rara, mobiliza uma campanha de solidariedade para ajudar a família a se manter em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, onde ele recebe tratamento especializado.

Heitor é filho de Scarlat Morandim, de 21 anos, e Bruno Gabriel Marquezin, de 22 anos. O bebê foi diagnosticado com Síndrome da Hipoplasia do Coração Direito (SHCD), uma condição grave e rara que exige acompanhamento especializado e uma série de cirurgias cardíacas ao longo da infância.

A descoberta da doença aconteceu poucos dias após o nascimento. Segundo a mãe, a gestação e o parto ocorreram sem complicações aparentes.

“Tudo começou no dia 21 de janeiro de 2026, às 5h36 da manhã, quando o nosso pequeno guerreiro nasceu de parto normal. Fizemos os exames na maternidade e no dia seguinte ele teve alta. Até então, acreditávamos que estava tudo bem”, relatou Scarlat.

No entanto, no dia 30 de janeiro, durante o retorno à maternidade para a realização do exame da orelhinha, a família percebeu que algo não estava certo.

“Ele começou a chorar e pensamos que fosse cólica. Quando entramos para fazer o exame, a médica percebeu que ele estava um pouco roxinho e pediu uma avaliação. Enquanto aguardávamos, o Heitor começou a ficar muito gelado e amarelo. Foi um momento de desespero, parecia que eu estava prestes a perder meu filho”, contou.

Após a avaliação médica, o bebê foi encaminhado imediatamente para a UTI neonatal, onde exames confirmaram a cardiopatia congênita. Diante da gravidade do quadro, foi necessária a transferência para um hospital especializado.

Transferência aeromédica

Em fevereiro, Heitor foi transferido de Umuarama para Campo Largo em uma complexa operação aeromédica organizada pela Secretaria de Estado da Saúde. O transporte começou em uma aeronave equipada para pacientes críticos, que fez o trajeto até Curitiba.

Após o pouso no Aeroporto do Bacacheri, um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, que atua em parceria com o Samu, realizou o deslocamento final até o Hospital do Rocio, referência em cardiologia pediátrica.

Desde então, o bebê permanece internado sob os cuidados da equipe especializada, realizando exames e acompanhamentos necessários para as próximas etapas do tratamento.

O pequeno Heitor está em tratamento em Campo Largo após ser diagnosticado com síndrome rara que afeta o coração (Foto arquivo familiar)

Tratamento longo

Heitor já passou pela primeira cirurgia cardíaca, mas ainda precisará de outros dois procedimentos ao longo da infância.

A segunda intervenção está prevista para acontecer entre seis e sete meses de idade, enquanto a terceira deve ocorrer entre dois e quatro anos.

Neste momento, a família permanece em Campo Largo para acompanhar o tratamento do bebê, o que tem gerado custos extras com alimentação, transporte e estadia.

“Estamos pedindo ajuda porque são três cirurgias, e a segunda é muito próxima da primeira. Por isso, não sabemos se teremos alta para irmos para casa com ele ou se teremos que ficar aqui esse tempo todo”, explicou Scarlat.

Segundo ela, a casa de apoio disponível fica distante do hospital e o transporte oferecido ocorre apenas em determinados dias da semana, o que dificulta a rotina da família durante o período de internação.

Para acompanhar o filho neste momento delicado, Bruno precisou se afastar temporariamente do trabalho.

“Meu marido pegou férias para conseguir ficar aqui com a gente e ajudar nos cuidados com o Heitor”, contou a mãe.

Com poucos dias de vida, Heitor precisou ser transferido para tratamento especializado e hoje mobiliza uma corrente de solidariedade (Foto arquivo familiar)

Como ajudar

Para enfrentar esse período longe de casa, amigos e familiares organizaram uma campanha solidária para ajudar nas despesas da família.

As doações podem ser feitas pela plataforma online ou por PIX:

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Clique aqui para doar

Chave PIX:

5986457@vakinha.com.br

“Cada contribuição, por menor que seja, faz muita diferença na vida do nosso pequeno Heitor e nos ajuda a enfrentar essa jornada com um pouco mais de tranquilidade. Somos muito gratos a todos que puderem ajudar ou compartilhar”, disse Scarlat.

Enquanto aguarda as próximas etapas do tratamento, a família segue concentrada na recuperação do bebê, que, segundo os pais, já demonstrou desde os primeiros dias de vida a força de um verdadeiro guerreiro.

Aeronave aeromédica foi utilizada para transferir o pequeno Heitor de Umuarama até Curitiba (Foto PRF)
Rudson de Souza

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