Coragem com talento: Meire Gutierre empreende na área de vendas de produtos caseiros há dez anos - Fotos: Danilo Martins/OBemdito
Ela não esperou a oportunidade bater à porta: ágil e zelosa que é, Meire Gutierre foi à luta e construiu a própria. Há dez anos, deu um passo de coragem, quando decidiu deixar o emprego formal e trabalhar como autônoma.
O que começou como necessidade rapidamente se transformou em propósito. Dinâmica, comunicativa e determinada, ela descobriu seu talento para as vendas, habilidade que impulsionou e consolidou seu negócio. “Antes, fui balconista em lojas de Umuarama por muitos anos”, conta.
Eu amo o que faço”, repete, com entusiasmo, lembrando como iniciou sua trajetória na comercialização de alimentos caseiros. “Resolvi fazer bolos, pães e bolachinhas – porque todo mundo gosta! – para vender na feira de domingo… Eu fazia, levava para vender e voltava sem nada; foi ali que percebi que tinha encontrado meu caminho.”
Atualmente, são cerca de 50 produtos no seu catálogo. Entre os mais requisitados estão os laticínios – queijos [fresco, curado, nozinhos e requeijão], manteiga, doce de leite [em creme puro ou com amendoim, ameixa e coco e em cubos] e ambrosia — além dos bolos e pães caseiros, tudo sem conservantes.
Na mesma linha caseira, a banca oferece geleias, suspiros, paçoca, além de opções salgadas como lasanha e miniesfirras, muito procuradas para o lanche das crianças. “O pessoal gosta muito do que é feito como antigamente com cuidado, sem química; esse sabor não tem comparação”, defende.
O que era iniciativa individual rapidamente ganhou força coletiva. Quatro amigas — que Meire Gutierre chama carinhosamente de “quatro menininhas 50+” — também queriam produzir, mas diziam não ter talento para vender.
“Elas falavam: ‘Meire, a gente não leva jeito pra isso’. Eu respondi: então deixem que eu vendo para vocês”, conta, sorrindo. Assim nasceu a cooperativinha, como ela define, uma parceria que segue ativa até hoje.
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Outros pequenos produtores também passaram a confiar em Meire para escoar seus produtos. “Eu fico feliz quando alguém me procura para ajudar a vender, é sinal que confiam em mim e eu faço questão de mostrar que sou capaz”, assegura.
Com o tempo, a banca na feira de hortifrúti de domingo se consolidou e os pedidos passaram a extrapolar o espaço físico. Foi então que o automóvel da Meire Gutierre – uma minivan Spin – virou aliada do negócio.
Meire passou a fazer delivery, ampliando o alcance dos produtos e fidelizando clientes. “Eu gosto de estar perto das pessoas, mas também gosto de ir até elas… Minha Spin já faz parte dessa história”, brinca.
Satisfeita com a clientela fiel que construiu ao longo dos anos, ela não esconde o orgulho. “Amo vender, amo conversar, amo ver o cliente voltar e dizer que estava uma delícia… Isso não tem preço”, declara.
Mas negócio bom tem que ter uma marca, certo? Meire Gutierre entendeu essa condição e valorizou o próprio nome, para que se tornasse, digamos, uma grife.
Assim, o logotipo ganhou coraçãozinho no lugar do pingo nos “is”. “É tudo feito com amor, então tinha que ter coração mesmo”, explica a comerciante.
Entre fornadas, entregas e conversas com tantos clientes, Meire Gutierre segue mostrando que vender vai muito além de entregar um produto e receber por ele. “É um trabalho que me permite cultivar amizades e confiança… É uma realização diária, a prova de que acreditar em mim foi um bom investimento.”
== Para encomendar – whatsapp 44 9 9946-7185.
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