Espingarda calibre .32 e munições apreendidas pela Polícia Militar durante atendimento de ocorrência em área rural de Umuarama (Foto PMPR)
Um homem de 38 anos foi preso na tarde desta quarta-feira (4) por posse irregular de arma de fogo e munições em uma área rural de Umuarama (PR). A prisão ocorreu após a Polícia Militar atender uma denúncia de violência doméstica envolvendo o suspeito e sua companheira.
De acordo com a PM, a ocorrência foi registrada por volta das 16h, em uma propriedade localizada às margens da rodovia PR-469. No local, a mulher confirmou que houve um desentendimento entre o casal, ocorrido em data anterior, e relatou que, após a discussão, decidiu se afastar da residência.
O homem também confirmou o conflito e informou aos policiais que mantinha uma arma de fogo guardada em um paiol na propriedade. Durante as diligências, a equipe localizou uma espingarda calibre .32, além de munições de diferentes calibres e materiais utilizados para recarga artesanal.
Após buscas no imóvel, não foram encontrados outros objetos ilícitos. Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia de polícia, onde permaneceu à disposição da Justiça.
A Polícia Militar informou que a ocorrência foi atendida dentro dos protocolos de segurança e que casos envolvendo violência doméstica e armas de fogo recebem atenção prioritária, devido ao risco potencial às vítimas.
A posse irregular de arma de fogo é considerada crime no Brasil quando o cidadão mantém armamento ou munições sem autorização legal ou em desacordo com as normas estabelecidas pela legislação.
Mesmo quando a arma permanece dentro de residência ou propriedade rural, a ausência de registro e porte regular configura infração penal, com penas que podem incluir reclusão e multa. A presença de munições e materiais para recarga artesanal agrava a situação, por indicar maior risco à segurança pública.
Já a violência doméstica é caracterizada por qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, psicológico, sexual ou patrimonial à mulher, conforme a Lei Maria da Penha.
Discussões, ameaças e agressões, ainda que não resultem em ferimentos aparentes, podem configurar o crime. Autoridades reforçam que denúncias são fundamentais para interromper ciclos de violência e prevenir situações mais graves, especialmente quando há armas envolvidas no ambiente familiar.
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