Paraná

Cadela cega abandonada com carta emocionante ganha ‘dia de princesa’

Com uma nova vida, um novo lar e um novo nome, agora Bia, a cachorra cega abandonada na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba, precisa de padrinhos e madrinhas para ajudar a custear despesas veterinárias.

A nova tutora, Adriana Maria Bortolan, faz um apelo para conseguir apoio financeiro para exames, vacinas e consultas que vão confirmar o estado de saúde do animal. Em entrevista à Banda B, a protetora explicou que, apesar da carta deixada junto com a cadela afirmar que ela estaria vacinada e vermifugada, nenhuma carteira de vacinação foi entregue.

“Por segurança, ela precisa ser vacinada novamente, porque não temos nenhum comprovante”, afirmou Adriana.

Além disso, a tutora pretende investigar o grau de cegueira da cachorra. Segundo a carta deixada com o animal, Bia teria ficado cega aos cinco anos e a condição seria irreversível. No entanto, Adriana relata que a cadela tem se adaptado rapidamente ao novo ambiente, o que levanta a possibilidade de que ainda possua algum resquício de visão.

Outro ponto de preocupação é um ferimento na orelha, que apresenta sinais de infecção e precisa de avaliação veterinária, além da realização de exames de sangue.

“Estou procurando padrinhos para pagar consultas e exames. Ela está com uma infecção na borda da orelha. Amanhã vou levá-la para fazer exames, tomar vermífugos e vacinas”, explicou.

Quem tiver interesse em apadrinhar Bia pode entrar em contato diretamente com Adriana pelo telefone: (41) 98899-3721

O caso

A cachorrinha foi abandonada no início da tarde de terça-feira (20) na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, no bairro Mercês, em Curitiba. O animal, que se chamava Chica, foi deixado dentro de uma caixa de transporte, junto com seus pertences e uma carta.

Ela foi recolhida pela sacristã da igreja. Em entrevista à Banda B, o diácono Jorge Antônio Ferreira de Andrade, responsável pela ação social da paróquia, contou que inicialmente acreditou se tratar de uma doação comum.

“Quando mexi na caixa, percebi que havia algo diferente. Era uma cadela e um bilhete comovente”, relatou.

Na carta, a antiga tutora, uma idosa, explicou que, por motivos de saúde, não tinha mais condições de cuidar do animal. O bilhete afirmava que a cachorra estava com vacinas e vermífugos em dia, o que ainda precisa ser confirmado clinicamente.

Agora, como Bia, a cadela inicia um novo capítulo, cercada de cuidados, carinho e, com a ajuda de padrinhos, a chance de uma vida mais digna.

(Com informações da Banda B)

Rudson de Souza

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