Foto: reprodução
Os indígenas que se instalaram no Terminal Urbano de Umuarama, na região da antiga rodoviária e da Praça da Bíblia, começaram a retornar às aldeias na tarde da última quinta-feira, dia 15. A movimentação ocorre após dias de negociações com o poder público municipal.
Além do terminal, a instalação do grupo também se estende às proximidades do antigo terminal rodoviário. Por isso, a situação passou a afetar diretamente a rotina daquela região da cidade.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Maria Luísa Vicente Ribeiro Bertoco, os indígenas presentes em Umuarama pertencem a duas aldeias. As comunidades estão localizadas nos municípios de Manoel Ribas (região de Ivaiporã) e Nova Laranjeiras (região de Guarapuava), ambos no Paraná.
De acordo com a secretária, desde o início da instalação a pasta mantém contato permanente com os líderes dos dois grupos. O objetivo é acompanhar a situação social dos indígenas e buscar soluções conjuntas.
Além disso, a secretaria avalia as condições enfrentadas por eles durante a permanência na cidade. Cabe ressaltar que os dois grupos são formados, em sua maioria, por mulheres e crianças, inclusive muitos bebês. Por isso, o diálogo com os caciques segue como prioridade.
Na tarde de quinta-feira, os indígenas oriundos de Manoel Ribas retornaram para a aldeia de origem. A saída ocorreu após tratativas diretas com os caciques da comunidade.
A Prefeitura de Umuarama disponibilizou o transporte para o deslocamento do grupo, visando garantir o retorno seguro. Com isso, parte da ocupação foi encerrada. Entretanto, a situação ainda não foi totalmente resolvida.
Atualmente, cerca de 30 a 35 indígenas de Nova Laranjeiras permanecem em Umuarama. Eles seguem instalados em parte do terminal urbano e da Praça da Bíblia.
Segundo a Secretaria de Assistência Social, o contato com os líderes dessa aldeia continua e a intenção é viabilizar o retorno deles para casa.
Usuários do transporte coletivo, comerciantes e moradores da região da antiga rodoviária relatam transtornos ocasionados pela permanência dos indígenas na localidade. Contudo, um dos fatores que mais causa incômodo na população é ver as crianças e mulheres acampadas em estruturas improvisadas e em condições precárias de higiene.
Em entrevista ao vivo a OBemdito, na quarta-feira, 14, o prefeito Fernando Scanavaca afirmou que o Município busca uma solução para a situação. Segundo ele, existe exploração por parte dos caciques.
“Infelizmente teve um grande município que pegou os índios e enviou para Umuarama. O problema tá no tal do cacique. É uma briga entre tribo, entre cacique, e quem paga é o coitado do índio. Eles têm medo de voltar para a aldeia sem autorização do cacique”, disse o prefeito.
Além disso, Scanavaca informou que haverá uma audiência de conciliação nesta sexta-feira, 16. A reunião envolve integrantes da Prefeitura de Umuarama, os caciques, o Ministério Público Federal e a Justiça.
Segundo o prefeito, a Justiça convocou os caciques para comparecerem a Umuarama. A audiência deve discutir a situação dos indígenas e definir medidas para a desocupação total do terminal urbano e da Praça da Bíblia.
Veja a entrevista completa do Prefeito Fernando Scanavaca a OBemdito
A reportagem do OBemdito entrou em contato com a Funai em Guarapuava e não obteve retorno até a publicação desta matéria.
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