Viatura da Polícia Militar atendeu a ocorrência de violência doméstica no centro de Alto Paraíso; suspeito foi preso em flagrante (Foto PMPR)
A Polícia Militar do Paraná prendeu em flagrante, na noite desta quinta-feira (8), um homem de 33 anos acusado de ameaçar, injuriar e intimidar a própria mãe, de 53 anos, no centro de Alto Paraíso, no noroeste do Estado. O caso foi enquadrado como violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme a Lei Maria da Penha.
A equipe policial foi acionada por meio do telefone 190 por volta das 20h17. No local, os agentes encontraram a vítima visivelmente abalada. Ela relatou que vinha sendo alvo de constantes humilhações, xingamentos e ameaças por parte do filho, que apresentava sinais evidentes de embriaguez no momento da ocorrência.
Segundo o relato da mulher, o autor tentou intimidá-la fisicamente e utilizou palavras de baixo calão de forma recorrente, criando um ambiente de medo e opressão dentro da residência. Diante da situação, a vítima manifestou imediatamente o desejo de representar criminalmente contra o filho e solicitou a concessão de medida protetiva de urgência.
Durante a checagem dos dados do suspeito nos sistemas policiais, a PM constatou que o homem possui um histórico extenso de registros, incluindo um boletim recente, de dezembro de 2025, por agressão física contra a mesma vítima. Também há diversos registros anteriores por perturbação e ameaça, geralmente associados ao consumo excessivo de álcool, especialmente após a retirada de uma tornozeleira eletrônica que ele utilizava.
Considerando a gravidade dos fatos, o risco à integridade da vítima e o estado alterado do autor, os policiais realizaram a prisão em flagrante. Foi necessário o uso de algemas para garantir a segurança da equipe e evitar fuga, conforme prevê a legislação.
O homem foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Umuarama, onde foi autuado com base na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e permanece à disposição da Justiça.
Em nota, a Polícia Militar reforçou que a violência doméstica não se limita a relações entre cônjuges ou parceiros íntimos, abrangendo também situações envolvendo pais, filhos e outros familiares. A corporação orienta que vítimas denunciem casos de violência pelos telefones 190 ou 180, canal nacional de atendimento à mulher.
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