Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a prisão pela primeira vez nesta véspera de Natal, desde que foi detido em 22 de novembro. A saída ocorreu após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão permitiu a internação hospitalar para a realização de uma cirurgia indicada por médicos particulares e peritos da Polícia Federal.
Bolsonaro deixou a custódia da Polícia Federal nesta quarta-feira, dia 24. O ex-presidente foi encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília. A cirurgia está prevista para quinta-feira, dia 25, conforme informado pela defesa.
Segundo os advogados, Bolsonaro será submetido a um procedimento para tratar uma hérnia inguinal. Além disso, o tratamento busca controlar um quadro de soluço persistente. A estimativa é que a internação dure entre cinco e sete dias.
Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. A condenação ocorreu no âmbito do processo relacionado à trama golpista. Ele está detido em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, na capital federal.
Durante todo o período de internação, o ex-presidente permanecerá sob vigilância constante da Polícia Federal. De acordo com a determinação de Alexandre de Moraes, a segurança deve ocorrer de forma “discreta”. Ainda assim, o esquema prevê controle rigoroso.
A vigilância será realizada 24 horas por dia. Dois agentes da Polícia Federal permanecerão posicionados na porta do quarto. Além disso, outras equipes atuarão dentro e fora do hospital para garantir o cumprimento da decisão judicial.
O ministro também impôs restrições adicionais. Fica proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico no quarto ocupado por Bolsonaro. A medida busca evitar comunicação não autorizada durante a internação.
Quanto às visitas, apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu autorização para permanecer como acompanhante. As demais visitas só poderão ocorrer mediante autorização expressa do ministro do STF.
Assim, mesmo fora da prisão, Bolsonaro seguirá sob custódia do Estado. A autorização tem caráter exclusivamente médico. O retorno à Superintendência da Polícia Federal ocorrerá após alta hospitalar, conforme decisão judicial.
Fonte: Agência Brasil
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