Foto: arquivo pessoal
A produção de tomate em Maria Helena alcançou um patamar inédito e colocou o município no centro das atenções da horticultura paranaense. O produtor Leonel Soares de Lima colheu 27,28 kg por planta e superou com folga as médias nacional e estadual.
A marca impressiona porque a média do Brasil gira em torno de 7 kg por planta. Além disso, produtores que trabalham em estufas bem manejadas costumam atingir entre 12 e 13 kg por planta, números considerados elevados. Mesmo assim, Leonel conseguiu mais do que dobrar esse desempenho.
A lavoura de Leonel ocupou uma estufa de 1.000 m² e produziu 1.240 caixas de 22 kg de tomate. O resultado veio após 8,5 meses de trabalho contínuo. Esse ciclo já seria longo para uma estufa, porque o período usual gira em torno de 5 meses. Porém, o investimento em manejo avançado permitiu estender o cultivo e explorar ao máximo o potencial das plantas.
A condução da safra ocorreu com acompanhamento técnico do engenheiro agrônomo Carlos Alberto Diorio, do IDR-Paraná. A atuação dele foi decisiva para planejar cada etapa.
A família adotou práticas modernas desde o início. O produtor corrigiu a acidez do solo com precisão e ajustou a adubação às necessidades reais da cultura. O sistema de fertirrigação usou água de alta qualidade. O manejo nutricional utilizou sais em vez de formulações prontas.
Segundo Carlos, essa escolha garantiu maior equilíbrio nutricional e ampliou a produtividade da estufa. Ele explica que “cada etapa foi fundamental para assegurar que as plantas expressassem todo o seu potencial produtivo”.
O manejo fitossanitário ocorreu de forma racional. Assim, os custos diminuíram e o controle de pragas ganhou eficiência. As plantas foram conduzidas com duas hastes por planta. O amarrio em fitilhos de plástico sustentou a estrutura até o arame superior a 3,5 metros. Depois, o ponteiro foi podado quando a planta desceu novamente.
A estrutura também precisou de reforço porque o peso dos tomates aumentou além do previsto. Por isso, o produtor apoiou a estufa com bambu a cada três metros.
As decisões tomadas antes do plantio tiveram papel crucial. A análise detalhada do solo orientou correções com calcário. As mudas enxertadas resistiram aos nematoides. A irrigação abundante reduziu a salinização acumulada. Sem essas medidas, toda a produtividade poderia ter sido comprometida.
Mesmo assim, desafios surgiram. A lavoura enfrentou temperaturas baixas, ataque de oídio e forte presença de mosca-branca. Ainda assim, o monitoramento constante manteve o controle.
Leonel resume o sucesso com simplicidade ao afirmar: “O bom resultado só foi possível com muito trabalho e confiança na orientação técnica do IDR-Paraná.” O caso reforça que inovação, persistência e apoio profissional podem transformar pequenas propriedades em exemplos de produtividade e eficiência.
Fonte: Agrônomo Ednilson Simone
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