Paraná

Após temporal, prefeito de Altônia coordena ações e mobiliza equipes para reconstrução

O prefeito de Altônia, Diego Jardim Pergo (PL), afirmou em entrevista ao OBemdito que o temporal que atingiu o município no fim da tarde desta terça-feira (28) causou prejuízos significativos em áreas urbanas e rurais. Segundo ele, em apenas 30 minutos choveu 52 milímetros, conforme medição do Simepar.

“Foi uma chuva muito forte, por volta das 17h30. Tivemos diversos prejuízos, não só na parte de infraestrutura urbana, mas também em pontes e estradas rurais”, disse o prefeito. “Estamos desde cedo com toda a equipe mobilizada para fazer o levantamento e o diagnóstico real do prejuízo trazido para o nosso município.”

Entre os danos relatados estão equipamentos eletrônicos queimados, estruturas prediais danificadas e asfalto arrancado em diversos pontos. O temporal também afetou prédios públicos, como unidades básicas de saúde, escolas, o hospital municipal e o próprio Paço Municipal, que teve o atendimento ao público suspenso nesta quarta-feira (29).

“Tomamos a decisão de suspender todos os atendimentos para concentrar o trabalho das equipes na vistoria dos estragos. As escolas, o hospital e as creches seguem funcionando, apesar dos prejuízos”, explicou Pergo.

O prefeito decretou estado de calamidade pública e agradeceu o apoio de gestores da região. “Quero agradecer a solidariedade dos prefeitos de Perobal, Robertinho, e de São Jorge do Patrocínio, Ronaldo Tinte, que já colocaram máquinas à disposição para ajudar na desobstrução das vias e na recuperação das estradas”, afirmou.

As equipes da Defesa Civil e da assistência social percorrem os bairros para identificar as famílias afetadas. “Muitas perderam móveis, eletrodomésticos e mantimentos. Estamos fazendo o levantamento completo para garantir que todas recebam apoio”, disse o prefeito.

Entre as atingidas está dona Ivani de Moraes Santos, de 66 anos, moradora da Rua Pedro Segura Alda, no Jardim Panorama. Ela conta que nunca havia vivido algo semelhante.

“Fiquei muito preocupada, não sabia o que fazer. Quando a chuva começou fraca, parecia normal, mas depois a água entrou em casa. Vi a casa da minha nora cheia de água, o carro do meu filho quase coberto. Foi um desespero. Moro aqui há mais de 20 anos e é a primeira vez que isso acontece”, contou.

Segundo ela, o bairro já havia sofrido com enxurradas anteriores. “Já desceu essa enxurrada e arrancou o asfalto uma vez. Arrumaram, mas agora aconteceu de novo. Foi muito triste. Liguei pra minha irmã chorando, sem saber o que fazer”, disse.

Pergo informou que várias vias permanecem interditadas e que técnicos avaliam as pontes afetadas para decidir sobre interdições. “Altônia viveu um dia muito difícil. Mas estamos unidos, trabalhando para restabelecer a normalidade o quanto antes”, concluiu.

Ivani de Moraes Santos, de 66 anos, moradora da Rua Pedro Segura Alda, no Jardim Panorama

Rudson de Souza

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