Delegacia de Pérola reforça alerta para que população não compartilhe vídeos com cenas de abuso (Foto Polícia Civil)
A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Polícia de Pérola, investiga um grave caso de violência sexual e psicológica contra duas adolescentes, de 13 e 14 anos, ocorrido em julho de 2025.
Segundo a corporação, os primeiros boletins de ocorrência foram registrados após o surgimento de vídeos com cenas de abuso, que começaram a circular em grupos de mensagens locais no último fim de semana. O material já está em posse da polícia e faz parte das investigações.
Até o momento, não há confirmação de que maiores de idade estejam envolvidos nos fatos. Por se tratar de possíveis atos infracionais cometidos por jovens, a Polícia Civil ressalta a necessidade de manter sigilo sobre as apurações.
A Delegacia de Polícia de Pérola iniciou diligências imediatamente após tomar conhecimento do caso, com o objetivo de identificar responsáveis e esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
A corporação reforça ainda o alerta à população para que não armazene ou compartilhe os vídeos, lembrando que tal atitude pode configurar crime.
O caso segue sob investigação, e novas informações serão divulgadas somente quando houver elementos concretos que possam ser compartilhados sem comprometer a apuração.
O armazenamento de conteúdo pornográfico envolvendo menor de 18 anos constitui crime grave, enquadrado no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90).
A conduta de adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotos, vídeos ou outro material que contenha cenas de sexo explícito ou pornografia com adolescentes é punível com reclusão de 1 a 4 anos, além de multa.
A lei não exige a intenção de distribuir o material, bastando a mera posse consciente para caracterizar o delito.
A gravidade da ação está no fato de que cada arquivo representa a violação da dignidade e da integridade sexual de uma criança ou adolescente, e o armazenamento perpetua e alimenta esse ciclo de violência.
As penas podem ser aumentadas se o acusado mantinha grande quantidade de arquivos ou se utilizava da internet para compartilhar o conteúdo.
A legislação brasileira adota uma postura rigorosa contra crimes sexuais envolvendo menores, tratando a posse de tal material como parte da cadeia de exploração, que causa danos irreparáveis às vítimas.
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