Dra. Isabela Tavares, oncologista da Uopeccan, explica como funciona o tratamento contra o câncer de mama | Foto: Danilo Martins/OBemdito
Na última semana do Outubro Rosa o movimento de pacientes na Uopeccan, de Umuarama, ainda está abaixo do habitual. Isso em virtude da pandemia da Covid-19, em 2020 houve queda de 80% no número de pessoas que procuraram atendimento.
Neste 2021, por outro lado, houve aumento de 30% em relação ao ano anterior. No entanto, fica o alerta: o diagnóstico precoce garante grandes chances de recuperação.
O tráfego é o seguinte: a paciente faz o autoexame e pode pedir a qualquer momento – não apenas o mês de outubro – uma consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS) e de lá, se houver necessidade, ela é encaminhada para a Uopeccan.
A mamografia também é garantida de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em caso de diagnóstico de câncer de mama, o tratamento também é ofertado sem custo.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) o câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de casos novos estimados em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres. É também a causa mais frequente de morte por câncer nessa população, com 684.996 óbitos estimados para esse ano (15,5% dos óbitos por câncer em mulheres).
No Brasil, o câncer de mama é também o tipo de câncer mais incidente em mulheres de todas as regiões, após o câncer de pele não melanoma.
As taxas são mais elevadas nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) e a menor é observada na região Norte. Em 2021, estima-se que ocorrerão 66.280 casos novos da doença.
O câncer de mama é também a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. A incidência e a mortalidade por câncer de mama tendem a crescer progressivamente a partir dos 40 anos, conforme dados 2019.
Todavia, apesar de as estatísticas parecerem graves, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado garantem a recuperação na maioria dos casos.
“O diagnóstico [de câncer] vem cheio de rótulos. Às vezes a paciente chora, mas o nosso papel [de médica] é ter empatia, humanizar o atendimento, sem deixar a parte técnica de lado. Por essa razão a equipe multidisciplinar é tão importante”, explicou a médica Isabela Tavares, oncologista da Uopeccan.
A rede de apoio dos familiares, espiritual, e o atendimento psicológico deixa a paciente mais confortável para passar pelo tratamento, que muitas vezes tem consequências, como a queda de cabelos, por exemplo (saiba mais aqui).
ONCOLOGIA TAMBÉM É ALEGRIA
Dra. Isabela lembra que embora os médicos eventualmente tenham que dar notícias não tão boas aos pacientes, a oncologia é também alegria.
“Eu sempre digo que a gente não tem coisas ruins, mas aprendizado”, defende.
Para aquelas pessoas que passam pelo tratamento a alegria de terminar é celebrada tocando o sino do hospital Uopeccan.
Para mais informações e agendamento de consultas, basta entrar em contato através do telefone (44) 20130753.
Anvisa afirma que é falsa a informação de que testes comprovaram equivalência entre canetas contrabandeadas…
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal…
Uma onça-parda foi novamente avistada na comunidade de São Pedro do Piquiri, em Assis Chateaubriand,…
O senador Sergio Moro (PL) permanece na liderança da disputa pelo Governo do Paraná. No…
Na hora de realizar uma mudança residencial, comercial ou contratar um serviço de transporte, contar…
Onze meses após a chacina que deixou quatro homens mortos em uma propriedade rural de…
Este site utiliza cookies
Saiba mais