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Lula defende aumento de impostos e descarta controle dos gastos públicos

Lula defende aumento de impostos:
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Publicado em 20 de junho de 2025 às 13h36 - Modificado em 20 de junho de 2025 às 13h36

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (19), o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como forma de preservar investimentos públicos. A proposta vem sendo articulada pelo Ministério da Fazenda e enfrenta resistência no Congresso Nacional.

Durante participação no podcast Mano a Mano, apresentado por Mano Brown e Semayat Oliveira, Lula afirmou que as mudanças visam compensar limites fiscais. “O IOF do Haddad não tem nada demais”, disse o presidente, referindo-se ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “É só um pouquinho para a gente fazer compensação, porque toda vez que ultrapassamos o arcabouço fiscal, temos que cortar no Orçamento.”

O presidente também criticou distorções no sistema tributário. Segundo ele, é preciso garantir justiça fiscal. “Quem ganha mais, deve pagar mais impostos. Quem ganha menos, paga menos. Os vulneráveis não devem pagar”, argumentou.

As falas de Lula ocorrem em meio à tramitação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/2025, que tenta suspender os efeitos do decreto governamental publicado no dia 11 de junho. O texto altera regras do IOF e foi apresentado junto a uma medida provisória com ajustes no mesmo tributo.

Na última segunda-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou, por 346 votos a 97, a urgência para o projeto. Isso permite que o decreto seja votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões. Parlamentares da oposição e até da base governista têm criticado a proposta.

As mudanças fazem parte do esforço do governo federal para manter a meta fiscal prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Em maio, a equipe econômica anunciou o contingenciamento de R$ 31,3 bilhões do Orçamento Geral da União. Na época, uma proposta para aumentar o IOF foi retirada após reações negativas do mercado e do Legislativo.

A intenção do governo, agora, é dividir os custos da responsabilidade fiscal com setores que hoje pagam menos impostos, como fintechs, casas de apostas e bancos digitais.

(OBemdito com informações Agência Brasil)

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Rodrigo Mello

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), tem especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Paranaense (Unipar). Com 23 anos de experiência, trabalhou em portais de notícia, assessoria de imprensa, TV e rádio. Foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e secretário municipal de Comunicação entre os anos de 2010 e 2013. Atualmente, é jornalista no portal OBemdito, onde escreve sobre política, educação, saúde, cidadania e segurança pública.