Um menino de 12 anos ficou ferido na manhã desta segunda-feira (09) após se envolver em um acidente de trânsito com um carro modelo VW/Gol, no cruzamento da Avenida Brasil com a Avenida Flórida, em Umuarama.
O acidente foi registrado por volta das 7h30, horário de grande movimentação, e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
De acordo com informações colhidas no local, o veículo Gol, conduzido por uma mulher de 55 anos, trafegava pela Avenida Brasil, no sentido Bosque Uirapuru.
Ao atingir o cruzamento com a Avenida Flórida, colidiu de forma transversal com o adolescente, que seguia em um patinete elétrico em direção ao Colégio CEPPAT.
A condutora do carro não sofreu ferimentos. Já o jovem, que apresentava escoriações e dores nas costas, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para atendimento médico.
Segundo a PM, a mulher permaneceu no local, prestou socorro à vítima, acionou os serviços de emergência e colaborou com o atendimento da ocorrência.
A documentação do veículo e da condutora estavam regulares, e ela foi liberada após prestar depoimento. A Polícia Militar acompanhou a ocorrência até o hospital e registrou o boletim com os dados do acidente.
O caso chama atenção para os riscos no uso de meios alternativos de mobilidade, como os patinetes elétricos, especialmente quando conduzidos por menores em vias de alto fluxo de veículos.
Os patinetes elétricos surgiram como uma opção prática e sustentável para deslocamentos urbanos, mas seu uso indiscriminado tem gerado riscos tanto para os usuários quanto para outros envolvidos no trânsito.
Por atingirem velocidades de até 25 km/h – muitas vezes ultrapassadas por modificações ilegais –, esses veículos compartilham o espaço com pedestres, ciclistas e carros em um cenário de pouca regulamentação clara.
A combinação entre alta velocidade, falta de equipamentos de segurança e comportamento imprudente resulta em quedas graves, colisões e atropelamentos. Dados revelam que acidentes com patinetes já respondem por 5% das fraturas atendidas em prontos-socorros, muitas envolvendo traumas cranianos e fraturas expostas.
A ausência de estrutura protetora deixa o usuário completamente vulnerável. Quedas sem capacete – item ignorado por 70% dos usuários – frequentemente causam lesões permanentes na coluna ou membros superiores, principalmente quando ocorrem em vias públicas com desníveis e buracos.
O perigo se estende aos pedestres: idosos e crianças sofrem atropelamentos em calçadas invadidas por patinetes em alta velocidade, enquanto motoristas enfrentam o risco de colisões laterais quando os veículos surgem repentinamente entre faixas sem sinalização.
Para reduzir esses riscos, especialistas em mobilidade urbana recomendam sete cuidados essenciais: sempre usar capacete certificado e luzes refletivas.
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