Foto de Rudson de Souza Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Infestação por Aedes aegypti em Umuarama supera limite aceitável pela OMS

Infestação Por Aedes Aegypti Em Umuarama Supera Limite Aceitável Pela Oms
O levantamento, concluído na última sexta-feira (9), abrangeu todas as regiões do município, divididas em 62 localidades (Foto Ministério da Saúde)
Foto de Rudson de Souza
Publicado em 14 de maio de 2025 às 17h57 - Modificado em 14 de maio de 2025 às 17h57

Um novo levantamento realizado pelo Serviço de Vigilância em Saúde Ambiental de Umuarama apontou que a cidade registrou uma média de 1,7% de imóveis com presença de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

O índice supera o nível considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até 1%.

O levantamento, concluído na última sexta-feira (9), abrangeu todas as regiões do município, divididas em 62 localidades. Em 42 delas, o índice foi zero.

No entanto, em outras 20 foram detectadas larvas, com destaque para o entorno da Escola Municipal Paulo Freire, próximo à Igreja São Paulo, onde 9,7% dos imóveis apresentavam infestação.

Outras áreas em situação de alerta incluem os parques Danielle, Jabuticabeiras e Dom Bosco, Jardim Belvedere, Alto São Francisco e a região próxima à Igreja São José Operário, com taxas entre 6,7% e 8,6%. Em 13 localidades, os índices variaram de 1,8% a 5,1%.

Segundo Regiani Santos, coordenadora da Vigilância Ambiental, as ações de enfrentamento já foram intensificadas nos bairros mais afetados.

Entre as estratégias está a implantação de armadilhas para capturar mosquitos adultos — conhecidas como “adultrampas” — com apoio de estudantes do curso de Biologia do Instituto Federal do Paraná (IFPR).

Serão instaladas 20 armadilhas e o monitoramento ocorrerá durante quatro meses, em um estudo piloto que busca medir a eficácia do método.

“Vamos comparar os dados coletados com os índices do Liraa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) atual e de duas coletas anteriores, para verificar se há queda no número de focos após o uso das armadilhas”, explicou Regiani.

A secretária municipal da Saúde, Lisbeth Scanavaca, destacou a importância do engajamento popular. “Mesmo com todas as ações da prefeitura, a colaboração da população é essencial para eliminar criadouros nos quintais e impedir o avanço do mosquito”, disse.

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.