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INSS: como identificar descontos ilegais e solicitar a devolução

Inss Como Identificar Descontos Ilegais E Solicitar A Devolução
Foto: Arquivo/INSS
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Publicado em 14 de maio de 2025 às 10h09 - Modificado em 14 de maio de 2025 às 10h35

A partir desta quarta-feira (14), aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem pedir o ressarcimento de valores descontados indevidamente de seus benefícios nos últimos anos. O pedido pode ser feito diretamente pelo aplicativo Meu INSS, pelo site de mesmo nome ou ainda pelo telefone 135.

A notificação oficial começou a ser enviada na terça-feira (13). Cerca de 9 milhões de segurados começaram a receber mensagens informando sobre descontos feitos por entidades e associações. A consulta a esses valores e o nome da entidade que realizou o desconto agora pode ser feita por meio do novo serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”, já disponível no aplicativo.

Quem identificar qualquer desconto não autorizado pode imediatamente solicitar a devolução pelos mesmos canais — aplicativo, site ou telefone. A medida vem após o governo federal descobrir uma série de fraudes envolvendo cobranças associativas feitas sem autorização dos beneficiários.

Como consultar os descontos

Para acessar as notificações e verificar se houve algum desconto, o primeiro passo é baixar o aplicativo Meu INSS. Ele está disponível gratuitamente tanto para usuários de iPhone (na App Store) quanto para outros modelos (pela Google Play Store).

Depois de baixar o app, é necessário criar uma conta com login e senha. Será solicitado o número do CPF para isso. Essa mesma senha pode ser usada para acessar outros serviços do governo, já que os sistemas foram unificados na plataforma Gov.br.

Também é possível criar a conta via internet banking de bancos credenciados. Nesse caso, o usuário deve selecionar a opção “Entrar com seu banco”, exibida na página inicial do app.

Com a conta criada, o próximo passo é ativar as notificações. Basta clicar no ícone de sininho no topo do aplicativo, à direita, depois em “Configurar Notificações” e, por fim, selecionar a opção “Permitir notificações”.

Mensagens enviadas

Duas mensagens diferentes estão sendo enviadas pelo INSS. A primeira, destinada a quem teve algum desconto identificado, começou a ser enviada nesta quarta-feira. A outra, enviada na semana passada, foi para aqueles que não tiveram nenhum valor descontado. Essa mensagem dizia:

“Fique tranquilo, nenhum desconto foi feito em seu benefício. O governo federal descobriu a fraude dos descontos associativos não autorizados e seguirá trabalhando para proteger você e seu benefício”, informou o INSS.

Atendimento e instabilidades

Devido ao grande volume de acessos, o INSS alertou que o aplicativo pode apresentar instabilidades temporárias. Segundo a autarquia, a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia do sistema, está monitorando a situação de perto.

Como alternativa para quem não tem familiaridade com meios digitais, o governo está em negociação com os Correios para que a rede de 8,5 mil agências no país ofereça atendimento presencial.

Golpes e orientações de segurança

O INSS também reforçou o alerta sobre golpes. O contato oficial com os beneficiários será feito exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS. Não haverá ligações telefônicas nem envio de mensagens por SMS.

Aqueles que tiverem dúvidas ou dificuldades com o uso do aplicativo podem ligar para a central de atendimento pelo número 135. O serviço funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para evitar esperas, o INSS recomenda que as ligações sejam feitas após as 16h ou aos sábados.

Em comunicado, o instituto reforçou:

“Para saber informações com segurança, basta acessar os canais oficiais do INSS, como o gov.br/inss e redes sociais oficiais.”

Com essas ações, o governo busca proteger aposentados e pensionistas de cobranças indevidas e assegurar a devolução dos valores, oferecendo suporte tanto digital quanto presencial.

(OBemdito com informções Agência Brasil)

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Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.