Uma mulher de 63 anos foi vítima de estelionato nesta segunda-feira (12) na área central de Douradina. O golpe foi aplicado por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, e o prejuízo chegou a R$ 5.998,50.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu mensagens de um número desconhecido que se passava por seu advogado de confiança, inclusive utilizando o nome verdadeiro do profissional.
O golpista desejou “Feliz Dia das Mães” e alegou que o processo de aposentadoria da mulher estaria em andamento, solicitando valores para “taxas de atualização documental” e “despesas processuais”.
Confiando na veracidade da mensagem, a idosa realizou duas transferências via Pix, nos valores de R$ 2.998,50 e R$ 3.000,00. Somente após as transações ela suspeitou da abordagem e entrou em contato com o advogado verdadeiro, que negou qualquer solicitação.
A vítima compareceu à unidade policial de Douradina por volta das 11h30 e registrou boletim de ocorrência. Ela foi orientada sobre os procedimentos legais e o caso será investigado pela Polícia Civil.
A autoridade policial reforça o alerta à população para que sempre verifique a identidade do interlocutor, especialmente em casos de pedidos de dinheiro via aplicativos. Contatar diretamente a pessoa envolvida por telefone ou em outro canal confiável pode evitar prejuízos.
A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Umuarama, já emitiu um alerta sobre um esquema criminoso que tem se espalhado pelo Brasil. Golpistas se passam por advogados e utilizam dados reais de processos judiciais para enganar vítimas e aplicar fraudes financeiras.
De acordo com o presidente da OAB Umuarama, o advogado Lucas Leonardi Priori, os criminosos acessam ações disponíveis nos sites dos tribunais, coletam informações verdadeiras e entram em contato com as partes envolvidas, solicitando pagamentos antecipados sob o pretexto de liberação de créditos judiciais.
“Eles usam fotos de escritórios reais, nomes de advogados legítimos e até documentos oficiais retirados dos próprios processos para dar aparência de legitimidade”, afirmou.
A prática tem sido registrada em diversas regiões do País. Segundo Piori, nesta quinta-feira (24), um amigo de profissão relatou que um cliente perdeu R$ 6 mil ao cair no golpe. “Eles pressionam com mensagens como ‘se não pagar agora, perderá o direito aos valores’. Já houve casos em que exigiram até R$ 50 mil”, alertou.
A OAB reforça que advogados não solicitam transferências via PIX para liberação de valores judiciais e que custas processuais só podem ser pagas por meio de guias oficiais emitidas pelos tribunais. A entidade nacional já contabiliza milhares de casos semelhantes e mantém um formulário online para o registro dessas ocorrências.
Para enfrentar a onda de fraudes, a OAB articula com a Secretaria de Segurança Pública a designação de um delegado especializado no Paraná, e o Conselho Federal da Ordem está em tratativas com a Polícia Federal para apurar os crimes em nível nacional.
A orientação da OAB é que as vítimas registrem boletim de ocorrência e comuniquem seus advogados imediatamente. Em alguns casos, é possível rastrear os acessos aos sistemas judiciais utilizados indevidamente pelos golpistas.
A entidade pede à população que desconfie de comunicações urgentes relacionadas a dinheiro em processos e que sempre confirme qualquer informação diretamente com os escritórios de advocacia, por meio de canais oficiais.
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