Umuarama

OAB alerta para falsos advogados que usam processos reais para aplicar golpes

A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Umuarama, emitiu um alerta sobre um esquema criminoso que tem se espalhado pelo Brasil. Golpistas se passam por advogados e utilizam dados reais de processos judiciais para enganar vítimas e aplicar fraudes financeiras.

De acordo com o presidente da OAB Umuarama, o advogado Lucas Leonardi Priori, os criminosos acessam ações disponíveis nos sites dos tribunais, coletam informações verdadeiras e entram em contato com as partes envolvidas, solicitando pagamentos antecipados sob o pretexto de liberação de créditos judiciais.

“Eles usam fotos de escritórios reais, nomes de advogados legítimos e até documentos oficiais retirados dos próprios processos para dar aparência de legitimidade”, afirmou.

A prática tem sido registrada em diversas regiões do País. Segundo Piori, nesta quinta-feira (24), um amigo de profissão relatou que um cliente perdeu R$ 6 mil ao cair no golpe. “Eles pressionam com mensagens como ‘se não pagar agora, perderá o direito aos valores’. Já houve casos em que exigiram até R$ 50 mil”, alertou.

A OAB reforça que advogados não solicitam transferências via PIX para liberação de valores judiciais e que custas processuais só podem ser pagas por meio de guias oficiais emitidas pelos tribunais. A entidade nacional já contabiliza milhares de casos semelhantes e mantém um formulário online para o registro dessas ocorrências.

Para enfrentar a onda de fraudes, a OAB articula com a Secretaria de Segurança Pública a designação de um delegado especializado no Paraná, e o Conselho Federal da Ordem está em tratativas com a Polícia Federal para apurar os crimes em nível nacional.

A orientação da OAB é que as vítimas registrem boletim de ocorrência e comuniquem seus advogados imediatamente. Em alguns casos, é possível rastrear os acessos aos sistemas judiciais utilizados indevidamente pelos golpistas.

A entidade pede à população que desconfie de comunicações urgentes relacionadas a dinheiro em processos e que sempre confirme qualquer informação diretamente com os escritórios de advocacia, por meio de canais oficiais.

“Eles pressionam com mensagens como ‘se não pagar agora, perderá o direito aos valores’. Já houve casos em que exigiram até R$ 50 mil”, alertou o presidente da OAB Umuarama, o advogado Lucas Leonardi Piori (Foto OAB Umuarama)

Rudson de Souza

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