Foto: Danilo Martins / Obemdito
O núcleo do ramo imobiliário da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama vai pedir à prefeitura, nesta quinta-feira (8), o adiamento da audiência pública que trata do aumento dos terrenos. A decisão foi tomada após uma reunião realizada na Aciu, na última terça-feira (4).
Estiveram presentes empresários do ramo imobiliário, loteadores, construtores, arquitetos, membros da Aciu, do Rotary Club, do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), da Comissão de Direito Imobiliário da OAB, da Associação das Empresas do Ramo Imobiliário – Venda Rápida e o presidente do Conselho de Desenvolvimento de Umuarama (CDU), Valcir Simão.
O presidente do núcleo, Valdir Meretka, explicou que o assunto precisa ser melhor discutido antes de chegar à audiência pública.
“São muitos detalhes que precisamos debater e não sabemos, por exemplo, se teremos todo o espaço necessário durante a audiência”, afirmou.
Valdir também reforçou que está no plano do CDU, revisar o plano diretor em 2025. “Dentro do projeto Umuarama 2050, a pauta para este ano é a revisão do plano. Então, esse é um debate que pode ser feito depois da revisão”, complementou.
A principal preocupação do setor imobiliário é com a economia. As mudanças, segundo o núcleo, podem travar novos financiamentos de imóveis na cidade e, consequentemente, afetar todo o mercado imobiliário, incluindo construtoras, prestadores de serviço, fornecedores de materiais e etc.
Em um cenário mais crítico, o núcleo alerta para o colapso no setor da construção civil e um impacto negativo na atração de novas indústrias.
O documento deve ser protocolado ainda nesta quinta-feira, véspera da audiência pública, que será realizada no Paço Municipal.
O município propõe alterações na Lei Complementar 441/2017, que trata das regras para a construção de imóveis, entre outros pontos.
Por se tratar de uma lei que faz parte do Plano Diretor, é necessário que uma audiência pública seja realizada antes do envio da proposta à Câmara.
São três os principais pontos da proposta: o aumento da largura mínima dos terrenos; a ampliação do trecho da Avenida Paraná em que os imóveis comerciais precisam obedecer ao recuo frontal de 5 metros; e a obrigatoriedade de um espaço de 40 metros entre os novos loteamentos que serão construídos.
Segundo a prefeitura, o objetivo das alterações é oferecer mais conforto à população e preparar Umuarama para o futuro.
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