Foto:r Reprodução/ Redes Sociais/RICtv
O advogado Fernando Madureira, que representa a família do empresário Guilherme Becher, morto a tiros pelo vereador e presidente da Câmara de Castro, Miguel Zahdi Neto (PSD), contesta a versão de legítima defesa apresentada pelo parlamentar. O caso ocorreu no dia 20 de novembro em um condomínio de chácaras em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
Segundo Madureira, o vereador, conhecido como Neto Fadel, agiu de forma premeditada ao descarregar uma pistola contra Becher, atingindo-o com pelo menos cinco disparos, inclusive quando já estava caído no chão.
“O acusado chegou ao local com a arma engatilhada e, mesmo após a vítima estar no chão, continuou atirando, ignorando os pedidos de socorro da mãe de Becher”, afirmou o advogado. Ele também disse que o vereador foi até a casa da vítima acompanhado de outras sete pessoas e iniciou uma série de ameaças e provocações.
A confusão teria começado após um desentendimento relacionado ao barulho de um quadriciclo no condomínio. De acordo com as investigações, Becher teria efetuado disparos no chão, dentro de sua propriedade, antes de ser alvejado.
Inicialmente, a Polícia Civil tratou o caso como legítima defesa. No entanto, o delegado responsável, Luiz Gustavo Timossi, afirmou que novos depoimentos podem levar ao indiciamento de Neto Fadel por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
“Os familiares do investigado apresentaram a versão de legítima defesa, mas depoimentos posteriores, especialmente de testemunhas da vítima, sugerem um possível excesso ou mesmo premeditação”, disse o delegado.
Câmeras de segurança instaladas no condomínio captaram o som de dois momentos de disparos, com intervalo de cerca de 20 minutos. O primeiro registro seria de tiros efetuados por Becher, enquanto o segundo corresponde à troca de tiros que resultou em sua morte.
Becher, de 32 anos, era empresário do ramo de materiais de construção e foi sepultado no dia 21 de novembro. Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram sua morte. Neto Fadel, que não conseguiu se eleger prefeito de Castro nas eleições deste ano, segue em liberdade enquanto as investigações continuam.
O espaço está aberto para manifestações da defesa do vereador.
Com Informações RICtv
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