Cotidiano

Filha tira a vida da mãe com pelo menos quatro facadas em Iporã

A senhora Ercília Santana (Dona Sila), 62 anos, foi assassinada a facadas nesta quinta-feira (2) na cidade de Iporã. As informações repassadas pelo Delegado de Iporã, Tiago Soares, são de que a filha de 42 anos é acusada de ter cometido o crime, que aconteceu por volta das 11h, na localidade conhecida como Estrada Cedro.

O delegado não repassou os nomes oficialmente. No entanto, OBemdito conversou com moradores de Iporã que confirmaram que a filha se chama Raquel Santana. O assassinato ocorreu em uma propriedade rural de Iporã, onde a família reside.

Raquel foi presa em flagrante e está sendo ouvida na Delegacia na tarde desta quinta. Duas facas sujas de sangue foram apreendidas (de 15 e 18 centímetros). Tiago Soares informou que havia algumas desavenças familiares que podem ter provocado o homicídio e que a acusada teria problemas psicológicos.

A senhora Sila morreu na hora. O corpo já foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama e está passando por necropsia. Depois deve ser liberado para o velório e sepultamento. O laudo do IML deve confirmar quantas facadas atingiram a vítima.

Dona Sila era frequentadora da igreja Congregação Cristã de Iporã. Uma conhecida da família, que frequenta a mesma igreja, conversou com OBemdito e disse que Raquel trabalhava como cabeleireira em Iporã, depois se casou e foi embora para São Paulo (ela tem um filho adolescente).

Conforme esta amiga da família, Raquel já tinha depressão e, após retornar de São Paulo, a doença estaria mais forte, inclusive com alguns surtos de nervosismo nos últimos dias. “Ela tomava os comprimidos, um dia estava boa, no outro dia só queria ficar deitada”, comentou, acrescentando que a família estava tentando internar Raquel, mas ela teria fugido.

“Hoje ela estava discutindo com uma tia, que já é senhora. A mãe entrou para apaziguar a briga e ela [Raquel] pegou uma faca e furou toda a mãe. Uma verdadeira tragédia”, afirmou.

A amiga ainda explicou que a família Santana sempre foi muito unida. “Gente muito direita, correta”, comentou. A família reside em uma espécie de colônia, onde há quatro casas – dos tios, da avó e da mãe de Raquel. “A avó abrigou ela em casa quando retornou de São Paulo. Ela tinha o próprio quarto. E sempre foi muito bem criada pela avó”.

Ainda não há informações sobre o velório ou sepultamento de dona Sila.

Jaqueline Mocellin

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