Foto: Assessoria PMU
A raiva não tem cura e seu índice de letalidade é de praticamente 100%, ou seja, trata-se de um importante problema para a saúde pública. Desta forma a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Saúde, Proteção e Bem-Estar Animal de Umuarama faz um alerta para que a população providencie a imunização de seus pets (cães e gatos).
Uma campanha oferece a vacina de graça para famílias em situação de vulnerabilidade, porém as inscrições devem ser feitas até o próximo dia 10 de agosto. No total, o município adquiriu 270 doses para serem distribuídas aos tutores cadastrados.
“Como abrimos o cadastro já há 10 dias, muitas pessoas compareceram ao balcão da Secretaria de Meio Ambiente com os documentos necessários e agora estamos com cerca de 100 doses disponíveis. Diante disso, recomendamos para que os donos de cachorros e gatos que queiram aproveitar essa oportunidade, para que apressem em ir até a prefeitura e garantir a saúde – e a vida – de seus bichos”, recomenda o secretário Waltinho Sucupira.
O veterinário comenta que, embora a raiva esteja controlada no Brasil, os tutores de animais são obrigados por lei a aplicar uma dose da vacina por ano. “É exatamente pelas autoridades sanitárias e os tutores de animais de estimação terem esse cuidado é que temos conseguido garantir a manutenção de controle da saúde nas populações de cães e gatos e, por consequência, na população humana”, observa o secretário, acrescentando que os bichos devem receber a primeira dose aos 6 meses de idade e o reforço deve ocorrer anualmente.
A transmissão da raiva para os humanos ocorre por mordidas, lambidas ou machucados causados por animais contaminados, sendo que apenas o contato com a pele do animal infectado não oferece riscos, conforme explica o médico-veterinário José Guilherme de Oliveira Júnior, diretor de Saúde, Proteção e Bem-Estar Animal. “Quando os sintomas da raiva vêm à tona, dificilmente o pet sobrevive. Então, vale destacar que não há nenhum tipo de tratamento para um cão com raiva”, pontua.
Ele relata ainda que o período de incubação é, em geral, de 15 dias a dois meses. “Na fase inicial os animais apresentam mudança de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada. Após 1 a 3 dias o cão fica agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, o homem, inclusive o seu proprietário, e morde-se a si mesmo, muitas vezes provocando graves ferimentos”, detalha.
Há uma crendice popular que atribui o mês de agosto como o ‘mês do cachorro louco’, que é exatamente um período de maior incidência da proliferação do vírus. “Para fazer a inscrição os tutores dos animais deverão comprovar situação de vulnerabilidade social, mediante a apresentação do Cadastro Único do governo federal (CadÚnico), e apresentar na Secretaria do Meio Ambiente os documentos de RG, CPF e comprovante de endereço. Serão solicitadas também informações básicas sobre os animais, como peso, idade, raça, pelagem, etc.”, finaliza Fernanda Periard Mantovani, diretora de Meio Ambiente.
(Reportagem: Assessoria PMU)
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