Brasil

Greve dos docentes das federais chega ao fim após 69 dias

Professores e servidores técnico-administrativos de institutos federais decidiram encerrar a greve que já durava mais de dois meses. Em assembleia realizada neste domingo (23), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais na Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) anunciou a decisão.

A categoria aceitou a proposta do governo Lula (PT) de reajuste salarial somente a partir de 2025. Foram 98 votos a favor do fim do movimento, 6 contrários e 6 abstenções. Agora, os sindicalistas devem assinar um acordo com o governo para formalizar o término da paralisação.

Menos de 10 institutos federais estavam em greve. Situação diferente das quase 60 universidades federais que ainda estão sem aulas. Os docentes dessas instituições ainda não deliberaram sobre a continuidade da greve, o que pode ocorrer ainda neste domingo.

A greve dos professores das universidades e institutos federais começou em 15 de abril. As reivindicações incluíam reajuste salarial e recomposição do orçamento dos centros de ensino.

Representados pelo Andes e pelo Sinasefe, os servidores pedem aumento de 3,69% em agosto deste ano, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio de 2026. O governo oferece 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.

No dia 22 de maio, o governo assinou um acordo com o Proifes (Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico), uma das entidades representativas dos professores federais, visando encerrar a greve.

Contudo, na quarta-feira (29), a Justiça Federal anulou o acordo, após ação movida pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe, ligada ao Andes.

O juiz Edmilson da Silva Pimenta, da 3ª Vara Federal de Sergipe, argumentou que um acordo da gestão Lula com apenas uma entidade poderia prejudicar os “direitos pleiteados pelo movimento paredista dos docentes que não são representados pela referida entidade”. A decisão é contestada judicialmente pelo Proifes.

Para tentar acalmar os ânimos, o governo lançou um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na segunda-feira (10) para as universidades federais e hospitais universitários, com previsão de R$ 5,5 bilhões em investimentos.

Os valores, porém, já estavam previstos no orçamento deste ano e foram apenas adiantados, conforme apurou a Folha.

O ministro da Educação, Camilo Santana, também anunciou um acréscimo de recursos para o custeio das instituições federais, totalizando R$ 400 milhões. Desse montante, R$ 279,2 milhões serão destinados às universidades e R$ 120,7 milhões aos institutos federais.

OBemdito com BandaB

Redação

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