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Especialista responde: Como o pré-natal ajuda a prevenir a morte materna?

No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, a ginecologista e obstetra Marcela Frederico fala sobre o assunto

Foto: Assessoria Cemil
Foto: Assessoria Cemil
Especialista responde: Como o pré-natal ajuda a prevenir a morte materna?
Redação - OBemdito
Publicado em 28 de maio de 2024 às 21h39 - Modificado em 28 de maio de 2024 às 21h39
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Hoje, 28 de maio, o Brasil celebra o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, uma data que reforça o compromisso com a proteção da vida das gestantes. Esse dia é crucial para sensibilizar a população e os profissionais de saúde sobre a importância dos cuidados adequados durante a gravidez e o parto, conforme destacou a Dra. Marcela Frederico, ginecologista e obstetra com vasta experiência no atendimento a gestantes.

A ultima quantificação da Razão de Morte Materna (RMM), realizada no Brasil em 2021 aponta 107.53 óbitos por 100 mil nascidos vivos, sendo que o compromisso do país é a redução para 30 mortes/100 mil até 2030. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre as principais causas de morte materna no mundo estão: hemorragia grave, hipertensão na gestação, infecções, complicações de abortos e coágulos sanguíneos. Nos últimos anos, o Brasil conseguiu diminuir em mais de 40% a taxa de mortalidade materna no país, mas ainda está longe do ideal.

O pré-natal é fundamental para prevenir complicações e mortes maternas. “Durante as consultas pré-natais, é possível monitorar a saúde da mãe e do feto, realizar exames para detectar condições de risco e oferecer orientações sobre hábitos saudáveis”, explica a especialista. Esse acompanhamento permite intervenções oportunas que podem salvar vidas.

Segundo a Dra. Marcela, nos últimos anos, o Brasil enfrentou desafios significativos que contribuíram para o aumento da razão de mortalidade materna. Desigualdades no acesso aos serviços de saúde, inadequação dos cuidados pré-natais e complicações relacionadas a doenças crônicas estão entre os principais fatores. A pandemia de Covid-19 agravou essa situação, sobrecarregando o sistema de saúde e limitando o acesso a cuidados essenciais.

Um aspecto central na prevenção da mortalidade materna é o planejamento familiar. A Dra. Marcela ressalta que “o planejamento familiar permite que as mulheres tenham controle sobre o número e o espaçamento das gestações, reduzindo riscos associados a gravidezes indesejadas ou em intervalos curtos”. Isso possibilita um preparo adequado para uma gravidez saudável, incluindo a otimização das condições de saúde da mãe antes da concepção.

Além do planejamento familiar, a qualidade do cuidado pré-natal é vital. Dra. Marcela diferencia entre um cuidado básico e um de alta qualidade. Enquanto o primeiro pode se limitar a visitas esporádicas e exames mínimos, o segundo envolve um acompanhamento mais frequente e abrangente, com uma abordagem multidisciplinar e suporte emocional para a gestante.

Durante o pré-natal, exames laboratoriais e de imagem, monitoramento da pressão arterial e controle de doenças preexistentes são imprescindíveis para prevenir complicações graves. A Dra. Marcela enfatiza a importância de uma assistência adequada durante o parto e o puerpério, que inclui a presença de profissionais qualificados, disponibilidade de recursos e protocolos claros para emergências obstétricas.

A pandemia de Covid-19 trouxe lições valiosas sobre a necessidade de cuidados integrados durante a gravidez. O aumento das mortes maternas por causas indiretas durante esse período destacou a importância de manter o acesso a cuidados pré-natais e serviços essenciais, mesmo em tempos de crise. “Isso nos ensina sobre a necessidade e a importância de cuidados integrados”, observa a Dra. Marcela.

Por fim, a Dra. Marcela reforça a importância de seguir todas as orientações médicas, manter o acompanhamento pré-natal regularmente e ter um diálogo aberto com o seu obstetra. “Isso permite a identificação precoce de problemas e a implementação de intervenções necessárias para proteger a saúde da mãe e do bebê”, conclui a especialista.             

“Neste Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, a mensagem é clara: investir em cuidados pré-natais de qualidade, planejamento familiar e capacitação contínua dos profissionais de saúde é essencial para salvar vidas e garantir um futuro saudável para mães e bebês em todo o Brasil”, ressaltou Dra. Marcela.

(Assessoria Cemil)

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