Paraná

Cruzeiro do Oeste: Após queixas da população, Prefeitura vistoria incêndios em lixão irregular

Um morador de Cruzeiro do Oeste enviou várias denúncias a OBemdito nos últimos dias relatando que uma área do município está sendo utilizada irregularmente como depósito de entulhos. Além disso, ele relata que cotidianamente estão ateando fogo no lixo e que a situação está causando grande incômodo para moradores próximos.

O lixão irregular está localizado perto da PR-323, nas imediações do Hotel Miranda e do Artesanato Pé de boi. O reclamante disse que a fumaça já está sendo registrada há mais de 15 dias e invade as casas, causando transtornos para todos. No local há bastante material reciclável e até mesmo animais, como gado, revirando o lixo.

O denunciante afirmou ter ido na Prefeitura para se queixar do caso e informou ter conversado com a prefeita Helena Bertoco, buscando uma solução para o problema.

Na tarde de quarta-feira (14) a Prefeitura de Cruzeiro do Oeste divulgou uma nota de esclarecimento sobre o caso. “Gostaríamos de abordar uma preocupação recorrente que tem afetado nossa comunidade nos últimos dias: os incêndios provocados por ações irresponsáveis de moradores, cortadores de árvores, empresas de limpeza, entre outros, que têm descartado resíduos de forma inadequada em determinadas áreas. Essa prática não apenas coloca em risco a segurança e o bem-estar de todos, mas também causa danos irreparáveis ao meio ambiente”, diz a nota.

A Prefeitura divulgou que já está tomando medidas para resolver essa questão. “Na última segunda-feira, dia 12 de fevereiro, mesmo durante o período de recesso, nossa equipe agiu prontamente no local afetado, utilizando um caminhão-pipa em uma ação urgente para conter os focos de incêndio”.

A nota segue alertando que o trabalho de fiscalização será intensificado e que, para garantir a segurança de todos, a prefeita determinou a colocação de um vigia permanente no local afetado.

“No entanto, é importante esclarecer que o local em questão não pertence exclusivamente à Prefeitura. Trata-se de um loteamento não executado, onde ocorreu um processo erosivo. O Município tem realizado ações para aterrar o local, utilizando resíduos da construção civil e de varrição. No entanto, é importante destacar que populares têm acessado a área para descartar outros tipos de materiais”, diz a nota.

A Prefeitura ainda informa que “por não ser um imóvel exclusivo do Município, não nos responsabilizamos pelo acesso de terceiros ao mesmo, tampouco por suas atividades. Apesar disso, reiteramos nosso compromisso em agir de forma proativa para resolver essa situação. Agradecemos pela compreensão e colaboração de todos nesta questão para a preservação de nosso ambiente e segurança de nossa comunidade”.

Redação

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