Saúde

Agentes de combate à dengue farão arrastão na Praça Portugal devido ao alto índice de infestação

Um mecanismo usado para mediar a infestação do mosquito transmissor da dengue nos bairros de Umuarama é a ovitrampa, recipiente preparado para induzir as fêmeas fecundadas a depositarem seus ovos no dispositivo.

Após a contagem dos ovos, com auxílio de um microscópio, agentes de combate a endemias da Vigilância em Saúde Ambiental conseguem identificar espécies de mosquitos presentes e apurar se há infestação do transmissor da dengue na região respectiva.

Na última semana esse levantamento, que é permanente, apontou alto índice de ovos do mosquito da dengue nas imediações da Praça Portugal. Para evitar uma possível infestação, que resultaria no aumento de casos da doença, a Vigilância Ambiental realizará uma operação bota-fora naquele bairro. Para o sucesso da ação, os agentes contam com o apoio e a participação dos moradores.

“Pedimos à população residente nas imediações da Praça Portugal que coloque na calçada os objetos inservíveis, utensílios, brinquedos velhos e todo material descartável que possa acumular água. É nesses locais que o mosquito costuma depositar os ovos para se reproduzir”, orientou a chefe da Vigilância Ambiental, Renata Ferreira.

Um caminhão da Prefeitura vai passar no bairro, no próximo dia 20, para recolher os resíduos que forem descartados pela população. “Os moradores devem ficar atentos nessa semana e realizarem uma limpeza no quintal para colocar os resíduos na calçada. O caminhão vai recolher tudo na próxima segunda-feira”, orientou Renata Ferreira.

ARRASTÃO

Por outro lado, cerca de 60 agentes de endemias realizaram um arrastão para recolher materiais que acumulam água no cemitério municipal, por ocasião do Dia de Finados. A ação aconteceu na última sexta-feira, 10, e durou praticamente a tarde toda, resultando em um grande volume de vasos, flores artificiais e embalagens recolhidos, entre outros resíduos.

Alguns desses materiais já continham água parada. “Nossa equipe atua constantemente no cemitério. O local concentra milhares de vasos fixos que nem sempre são bem cuidados. Muitos visitantes não fazem o descarte correto das embalagens de flores, velas e outros ornamentos. Sempre encontramos larvas do mosquito no local”, apontou a coordenadora da Vigilância Ambiental.

No arrastão da última sexta, vários vasos fixos tinham larvas. “O que foi possível descartar os agentes colocaram em sacos de lixo e destinaram ao aterro sanitário. Os vasos fixos foram tratados e todos os focos eliminados”, completou Renata Ferreira.

(Reportagem: Assessoria PMU)

Redação

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