Umuarama

Umuarama acumula 18 casos de dengue; condições climáticas pedem atenção

Vinte notificações de suspeita de dengue foram registradas pela Secretaria Municipal de Saúde na última semana, das quais apenas uma teve confirmação para a doença. As demais foram descartadas ou aguardam resultados de exames. Com isso, subiu para 18 o total de casos positivos de dengue acumulados desde 30 de julho, quando iniciou um novo período de acompanhamento da doença.

Além disso há 32 suspeitas que ainda aguardam resultados mais conclusivos e a grande maioria das 300 notificações foi descartada – 250 casos, ou seja, cerca de 83% dos registros. Os dados são do boletim semanal de monitoramento da dengue, divulgado pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental.

No atual ano epidemiológico não há casos de dengue com sinais de alarme (DSA) e nem casos graves, muito menos registro de óbitos relacionados à doença. Os casos positivos referem-se a 10 unidades básicas de saúde da cidade e do distrito de Lovat, além de uma confirmação na zona rural. Nas outras 10 UBS e nos demais distritos não houve casos da doença.

Passado um período longo de chuvas e com o aumento das temperaturas previsto pela meteorologia, ao longo da semana, a Vigilância Ambiental recomenda que a população faça vistorias frequentes nos quintais e elimine eventuais criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.

Os agentes de combate a endemias planejam realizar um ‘arrastão’ no cemitério municipal, para recolher materiais, vasos e embalagens de flores deixados por visitantes por ocasião do Dia de Finados, que transcorreu na última quinta-feira, 2. O trabalho está previsto para sexta-feira, 10, na parte da tarde.

A coordenadora da Vigilância Ambiental, Renata Ferreira, lembra que o mosquito procura recipientes que possam acumular água parada (não necessariamente limpa) para se reproduzir, tanto em ambientes externos quanto internos – incluindo calhas.

“Os ovos depositados nesses locais podem ficar incubados até 400 dias ‘aguardando’ pelo contato com a água. Após três dias ele se desprende, forma um tipo de casulo e em uma semana ou 10 dias está pronto para voar e continuar seu ciclo de vida, que dura até 40 dias”, informou.

(Assessoria PMU)

Redação

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