Saúde

Outubro Rosa: umuaramense compartilha sua jornada na luta contra o câncer de mama

A campanha Outubro Rosa representa um mês dedicado ao fortalecimento da conscientização de todas as mulheres sobre o câncer, especialmente o de mama. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo que mais afeta as mulheres, uma enfermidade que se manifesta em todas as regiões do planeta, independente de idade, classe social ou etnia.

OBemdito entrevistou Magna Cristina da Silva Alves, 46 anos, residente em Umuarama, que descobriu o câncer de mama em 2019 após sofrer uma cotovelada acidental de um dos filhos. Após o incidente, um nódulo na mama surgiu e ela buscou assistência médica, que incluiu uma biópsia e resultou no diagnóstico para a doença.

Magna relata que passou por sessões de quimioterapia vermelha, mas teve que interrompê-las devido ao glaucoma. Posteriormente, submeteu-se à mastectomia e passou por mais 12 sessões de quimioterapia branca, 25 sessões de radioterapia, entre outros tratamentos. Em janeiro deste ano, recebeu o diagnóstico de câncer nos ossos e pulmão, passando por 6 sessões de quimioterapia até o momento, além de realizar imunoterapia.

“Em 2019, dediquei-me muito a essa luta, principalmente por causa da minha filha caçula, que tinha 9 anos na época. Ela foi meu porto seguro, porque ela precisava de mim”, afirma Magna.

Fotos: arquivo pessoal

Com o diagnóstico deste ano, Magna enfrentou um dos momentos mais difíceis e assustadores de sua jornada. Ela compartilha: “Além de ter descoberto a recidiva, minha mãe fez a mamografia e descobriu câncer de mama e precisou retirar a mama e meu irmão faleceu devido à dengue.”

Ainda que os médicos previssem dores intensas nos ossos, Magna não as experimentou e os nódulos em seu pulmão e ossos permanecem estáveis. Ela expressa gratidão: “Me sinto bem graças a Deus.”

Embora alguém que conheça a história de Magna possa imaginar que ela enfrenta grandes desafios, a altoniense mantém um incrível senso de humor e empatia. Ela ressalta: “O medo surge em momentos, mas desaparece da mesma forma. No início, foi muito difícil para mim e minha família, mas os envolvi no meu otimismo, fazendo com que encarassem a situação de forma descontraída, como uma fase passageira que superaríamos”.

Magna enfatiza a importância de manter o bom humor, mesmo após uma mastectomia completa. Ela apoia as mulheres que optam pela reconstrução, assim como apoia as que, como ela, aceitam sua condição atual.

É crucial destacar diante de qualquer anomalia, é fundamental buscar atendimento profissional, assim como Magna fez. A mamografia desempenha um papel central na detecção precoce do câncer de mama. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia é recomendada anualmente para todas as mulheres a partir dos 40 anos.

Para aquelas com maior risco de desenvolver câncer de mama hereditário, a mamografia pode ser indicada antes dos 40 anos. Acompanhamento médico regular é essencial para todas as mulheres, independentemente da idade.

Magna menciona que recebeu apoio de sua família, acompanhamento médico do Uopeccan e destaca a importância de ter empatia, compaixão pelos outros, oferecer ajuda sempre que possível e deixa uma mensagem para as mulheres, “Se cuidem, façam o autoexame, façam sempre o preventivo, quanto antes descobrir, maior a chance de cura e fiquem atentas, nosso corpo avisa quando algo está errado. Mas principalmente, não percam o senso de humor, se amem e tenham empatia pelas pessoas, pois isso ajuda no processo. Estar com mente boa é estar bem”.

Prevenção

Sinais e sintomas podem ser detectados nas fases iniciais, na maioria dos casos, através dos seguintes indicadores, conforme destacado pelo INCA: o nódulo (caroço), que é fixo e geralmente indolor, surge como a manifestação principal da doença, presente em aproximadamente 90% dos casos quando identificado pela própria paciente; a pele da mama pode apresentar avermelhamento, retração ou textura semelhante à casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo), como retrações; pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; e a saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos. É fundamental que as mulheres estejam atentas a esses sinais e sintomas, realizando o autoexame, principalmente para conhecerem seus próprios corpos.

No entanto, é importante destacar que o autoexame não substitui a avaliação médica. Diante de qualquer anomalia, é crucial procurar um profissional de saúde. A mamografia desempenha um papel central na busca por um diagnóstico precoce do câncer de mama. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia é recomendada para todas as mulheres a partir dos 40 anos, com frequência anual.

Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.

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