Elizangela Trevisan, enfermeira responsável pela jornada e experiência do paciente e pela equipe do Cihdott do hospital
O Instituto Nossa Senhora Aparecida (Insa) e o Centro de Educação Profissional Adamantina uniram forças para realizar duas palestras no sábado (21/10), com o intuito de disseminar informações sobre a Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (Cihdott).
O conteúdo foi apresentado pela professora Elizangela Trevisan, enfermeira responsável pela jornada e experiência do paciente e pela equipe do Cihdott do hospital. O objetivo principal foi proporcionar aos alunos uma compreensão mais profunda do que é a Comissão, como ela opera e a sua relevância no cenário da saúde.
A Cihdott é composta por uma equipe multiprofissional da área da saúde. Seu propósito é organizar, dentro da instituição, procedimentos e protocolos que facilitem o processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes.
Elizangela esclareceu que a doação de córneas, pele e ossos pode ser realizada por pacientes que tiveram morte por parada cardíaca, com idades entre 3 e 71 anos. Nesse caso, o órgão deve ser retirado em até 6 horas por um dos captadores da Cihdott no Insa. Já a doação de múltiplos órgãos provém de doadores com morte encefálica (ME), sem limite de idade, e ambas as situações requerem autorização familiar. Os órgãos são captados pela equipe da Central de Transplante.
“Um dos maiores desafios ainda é obter a autorização das famílias. Muitos pacientes que poderiam ser doadores frequentemente não expressam sua vontade aos familiares, ou apenas compartilham esse desejo com alguns amigos. Quando chega o momento delicado, as famílias muitas vezes não sabem como proceder e, por vezes, optam por não autorizar a doação”, disse a enfermeira.
E acrescentou: “Além disso, persiste o mito de que o corpo do falecido ficará deformado após a retirada de órgãos e tecidos. Quando conseguimos explicar a situação de maneira apropriada, as famílias tendem a reagir de forma mais positiva. Algumas famílias optam por compartilhar a decisão de doar e outras preferem não discutir o assunto. Nesse cenário, avaliamos cuidadosamente a situação e procedemos à captação apenas quando temos certeza de que isso não causará desconforto adicional à família durante o velório”, ressaltou.
Elizangela enfatizou ainda que a doação de órgãos é um ato de amor à vida de extrema importância. O Paraná destaca-se como líder nacional em doações efetivas de órgãos para transplantes em 2023, conforme o relatório semestral da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
No primeiro semestre deste ano, o Estado registrou 243 doadores de órgãos, consolidando uma taxa de 42,5 doadores por milhão de população (pmp). A média nacional de doações no Brasil permanece em 19 pmp, de acordo com a ABTO.
O Instituto Nossa Senhora Aparecida é referência e busca constantemente aplicar melhorias para oferecer um atendimento de saúde excepcional à população. Está localizado na rua Guadiana, 4095, Centro, Umuarama. Telefone para contato (44) 3621-2177.
Fábrica de Vinhedo, em São Paulo, havia tido a produção suspensa preventivamente após fiscalização encontrar…
O contador João Paulo Siqueira dos Santos, 41 anos, fez uma homenagem ao amigo Rafael…
Governador eleito afirma que pretende enxugar estrutura do Estado e aponta saúde e combate ao…
Evento será realizado em 24 de outubro na Casa da Amizade e terá como tema…
Animal foi encontrado por guia de pesca e dois turistas durante uma parada para fugir…
Ex-prefeita de São Paulo recebeu 169,5 mil votos e ocupará uma das 94 cadeiras da…
Este site utiliza cookies
Saiba mais