Raphaela, Larissa, Sofia e Dayani, em noite de ensaio no estúdio Tiago Lopes: atitude ousada e apaixonada pelo rock and roll - Fotos: Graça Milanez
Respeitável público, que ama rock and roll, elas estão no palco. Com vocês Dayani Motta, Raphaela Arantes, Sofia Strugla e Larissa Alves, cantando canções do gênero musical que surgiu nos anos 1950 e que, historicamente, é dominado por artistas masculinos. Espelhadas às suas ‘ídolas’, elas quebram barreiras e contribuem para o cenário musical umuaramense ficar mais alegre.
O quarteto forma a banda ‘Endometriose’, que estreou em julho, tocando numa festa privada, realizada numa chácara; dias depois abriu o show da banda ‘Baú Elétrico’, na cervejaria 7 Palmos; num sábado desses se apresentou na feira Faísca… Os primeiros aplausos elas não esquecem: foram decisivos para continuarem ensaiando e sonhando com mais vibração.
O som delas é nostalgia pura: canções de grupos de roqueiras dos anos de 1970, como L7, Blondie e The Runaways, dominam o repertório. “Somos uma banda de abertura, com repertório de uma hora de duração, mas no ano que vem pretendemos acrescentar mais canções para fazer shows mais longos”, diz a guitarrista Sofia, 19 anos.
“Até já recebemos proposta com cachê”, comemora a jovem, que é precursora do projeto, junto com Raphaela, 19 anos, que toca baixo. “Gostamos de música, de rock e de desafios, por isso resolvemos investir na ideia de ter uma banda só com mulheres; está sendo uma experiência muito interessante”, exclama Raphaela.
Mas elas também tocam rock contemporâneo, como ‘Make me wanna die’, da banda The Pretty Reckless, formada em 2009 pela cantora e compositora Taylor Michel Momsen, cujo talento lhe rendeu um lugar proeminente no mundo do rock.
“Muitas mulheres talentosas fizeram e fazem contribuições importantes para o rock internacional; são elas que nos inspiram”, destaca a vocalista Dayani, 25 anos. E o rock nacional terá vez? “Sim, estamos pensando também no assunto”, responde, sem dar detalhes.
Segundo elas, o mais difícil foi encontrar a baterista. Larissa, 26 anos, topou na hora o convite: “Aprendi sozinha; com 15 anos já tocava na igreja… Dois anos depois consegui comprar minha primeira bateria”, orgulha-se.
Para dar nome ao grupo buscaram estímulo na ginecologia e decidiram por ‘Endometriose’, só que com grafia diferenciada: colocaram um trema no ‘e’ e uma barra no segundo ‘o’. “O endométrio reveste o útero, abriga e nutre; overdose é a quantidade excessiva de algo; a ‘Endomëtriøse’ surgiu para abrigar, nutrir e dar voz aos nossos conflitos e angústias, transmitir sentimentos e sensações das experiências femininas na cena”, explicam no Instagram.
Cheias de planos, as quatro dividem o tempo com estudos, trabalho e os ensaios. “Nenhuma aqui é filhinha de papai… Sabemos que se quisermos crescer, evoluir nessa área artística temos que batalhar muito! Motivação não nos falta, diante do objetivo de cativar, contribuir para o engrandecimento cultural de Umuarama”, realça Sofia.
“O rock sempre foi tido como um gênero de contestação, protesto, rebeldia e em sua maioria masculino, e esse é o nosso protesto! Bem-vindos à cena feminina do rock’n roll!”, arremata.
== Para saber mais sobre a banda acesse instagram.com/bandaendometriose
Um jovem empinou uma moto na frente da Polícia Militar (PM) e teve o veículo…
Um roubo em uma barraca de lanches foi registrado na noite de domingo (18) no…
Viajar de cidades grandes para Umuarama ou sair daqui para outros lugares era angustiante...
Faleceu na manhã deste domingo (18) Fabiane Lauxen Podolak, de 36 anos, engenheira de Cascavel…
Vídeos que mostram grandes peixes e paisagens submersas pouco conhecidas do Rio Paraná têm chamado…
Umuarama enfrenta um domingo (18) de tempo instável, com céu fechado nesta tarde e expectativa…
Este site utiliza cookies
Saiba mais