Foto: site Notícias Agrícolas
O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPTPR) informou, em nota encaminhada à imprensa, que a instituição está atuando firmemente para esclarecer as circunstâncias e razões das explosões em um silo da cooperativa agroindustrial C.Vale, em Palotina, região Oeste do Paraná. Oito pessoas, sete haitianos e um brasileiro, morreram no acidente que aconteceu na tarde de quarta-feira (26).
“Após a conclusão dos laudos e relatórios técnicos serão apuradas as responsabilidades e adotadas as providências cabíveis, bem como determinada a correção do processo de trabalho, a fim de evitar futuros acidentes”, disse o MPT na nota.
O MPT afirmou que, a partir deste caso, iniciará esforço concentrado para a verificação da situação dos demais silos, desta e de outras empresas, localizados no estado do Paraná, pois é direito de todos, sem distinção, um meio ambiente de trabalho seguro e saudável. Um trabalhador haitiano segue desaparecido.
O MPT também lamentou a morte dos trabalhadores: “Neste momento de dor e consternação, expressamos nossas mais sinceras condolências a todos os familiares que perderam entes queridos e aos colegas de trabalho que compartilhavam com eles o ambiente laboral”.
Um trabalhador segue desaparecido e as equipes trabalham para localizá-lo. Confira aqui.
Representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) estiveram na sexta-feira (28) no local do acidente. O conselho vai abrir um processo para apurar eventuais negligências ou imperícias por parte dos profissionais relacionados ao acidente.
De acordo com o órgão, três fiscais e um engenheiro especialista em segurança do trabalho foram ao local identificar, quem são os profissionais responsáveis por manutenções mecânica, elétrica e hidráulica da cooperativa e também pelo armazenamento de grãos e pela gestão de riscos.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) trocou delegado que está investigando as causas da explosões no silo da cooperativa agroindustrial CVale, em Palotina, oeste do Paraná. Sai o delegado Pedro Lucena, de Palotina, e entra o delegado Rodrigo Baptista, que trabalha em Toledo.
“Em casos de grande repercussão é normal que se designe delegado exclusivo para atender, para que tenha mais condições de se dedicar à investigação”, afirmou a polícia, em nota encaminhada à imprensa.
(Reportagem: Bem Paraná)
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