Umuarama

Pais protestam em frente a Escola Municipal Evangélica e pedem saída de professora de artes e religião

Um grupo de oito mães de alunos do 4º ano da Escola Municipal Evangélica de Umuarama realizaram um protesto na tarde desta sexta-feira (14), em frente a Escola, para pedir a saída de uma professora que leciona as disciplinas de artes e religião. 

Segundo os pais, a professora teria comportamentos inadequados em sala de aula. Além de xingar os alunos, também estaria maltratando as crianças. Uma das mães foi até a 7ª SDP (Subdivisão Policial) e registrou um boletim de ocorrência nesta manhã.  

“Uma docente está maltratando as crianças com palavras de baixo calão. Não deixa as crianças irem ao banheiro e já teve relatos de alunos que chegaram a urinar na roupa dentro da sala de aula”, afirmou Ellen Regina Lima Bove, que é mãe de um estudante. 

Conforme ela, a docente também estaria maltratando as crianças. “Na semana passada o meu filho estava sem lápis e ela não deixou ninguém emprestar. Quando um coleguinha tentou dar um lápis para ele, ela não deixou”, contou. “Vamos pedir que ela seja afastada até apuração dos casos. A diretora disse que não tem poder para isso, mas aí eu pergunto: até quando as crianças vão passar por isso?” concluiu Ellen. 

Luciana Santos, que também é mãe de um dos alunos que teriam sido maltratados pela professora, cobrou uma solução para o problema. “O meu filho tem passado por atitudes vexatórias. Ele está traumatizado e não está querendo mais vir para aula desta professora. Ela fala palavrões na sala de aula então estamos em estado de choque. Queremos providência das autoridades competentes e da Secretaria de Educação. E que seja rápido”, desabafou.

A professora, que é concursada, já teria tido problemas também na Escola Paulo Freire, onde lecionou durante um período como professora substituta. Cristiane Aparecida da Silva, que é mãe de uma aluna, contou que durante o período em que a professora esteve na escola houve problemas semelhantes e, que por isso, os pais exigiram o afastamento dela da escola. 

“Ela traumatizou muito a minha filha. Minha filha vomitava e tremia para entrar na escola e eu não sabia o que estava acontecendo porque ela não me contava. Até que um dia uma das alunas que estudava na sala dela saiu chorando com dor na bexiga e falando que essa professora não tinha deixado ela ir ao banheiro”, revelou Cristine.  

De acordo com a mãe, na época ela teria criado um grupo e conversado com as mães que também relataram comportamentos inadequados da professora em sala. “Tentei alertar os pais da Escola Evangélica sobre os problemas, mas eles não deram muita atenção”, lembrou. 

Escola Evangélica

O OBemdito entrou em contato com a direção da Escola Evangélica. Conforme a diretora, Jocilene de Aparecida Ronno Gaspareto, a escola não irá se pronunciar sobre a situação. Ela se limitou a informar que recebeu da Secretaria de Educação a orientação de que nem ela e nem a professora falaria sobre o assunto e afirmou que “o processo de investigação será conduzido pela Secretaria Municipal de Educação”. Por este motivo o nome da professora envolvida nos fatos não foi citado no texto.

OBemdito também fez contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Umuarama para saber o posicionamento da Administração sobre o assunto. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que “determinou a abertura de um processo de sindicância para apurar a veracidade das reclamações recebidas dos pais de alunos e que dentro do procedimento administrativo a servidora terá assegurado o direito ao contraditório para se manifestar e se defender”.

Ainda de acordo com a nota “a situação está sendo acompanhada atentamente pelo município e medidas apropriadas serão tomadas ao final do procedimento administrativo a ser realizado internamente”.

Após os protestos, os pais foram recebidos pela direção da escola para uma reunião a portas fechadas.

Leia a nota da Prefeitura na íntegra:

A Secretaria Municipal de Educação informa que determinou a abertura de um processo de sindicância para apurar a veracidade das reclamações recebidas dos pais de alunos. Dentro do procedimento administrativo a servidora terá assegurado o direito ao contraditório, para se manifestar e se defender. A situação está sendo acompanhada atentamente pelo município. Medidas apropriadas serão tomadas ao final do procedimento administrativo, a ser realizado internamente.

Redação

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