Foto: Danilo Martins/OBemdito
Um grupo de oito mães de alunos do 4º ano da Escola Municipal Evangélica de Umuarama realizaram um protesto na tarde desta sexta-feira (14), em frente a Escola, para pedir a saída de uma professora que leciona as disciplinas de artes e religião.
Segundo os pais, a professora teria comportamentos inadequados em sala de aula. Além de xingar os alunos, também estaria maltratando as crianças. Uma das mães foi até a 7ª SDP (Subdivisão Policial) e registrou um boletim de ocorrência nesta manhã.
“Uma docente está maltratando as crianças com palavras de baixo calão. Não deixa as crianças irem ao banheiro e já teve relatos de alunos que chegaram a urinar na roupa dentro da sala de aula”, afirmou Ellen Regina Lima Bove, que é mãe de um estudante.
Conforme ela, a docente também estaria maltratando as crianças. “Na semana passada o meu filho estava sem lápis e ela não deixou ninguém emprestar. Quando um coleguinha tentou dar um lápis para ele, ela não deixou”, contou. “Vamos pedir que ela seja afastada até apuração dos casos. A diretora disse que não tem poder para isso, mas aí eu pergunto: até quando as crianças vão passar por isso?” concluiu Ellen.
Luciana Santos, que também é mãe de um dos alunos que teriam sido maltratados pela professora, cobrou uma solução para o problema. “O meu filho tem passado por atitudes vexatórias. Ele está traumatizado e não está querendo mais vir para aula desta professora. Ela fala palavrões na sala de aula então estamos em estado de choque. Queremos providência das autoridades competentes e da Secretaria de Educação. E que seja rápido”, desabafou.
A professora, que é concursada, já teria tido problemas também na Escola Paulo Freire, onde lecionou durante um período como professora substituta. Cristiane Aparecida da Silva, que é mãe de uma aluna, contou que durante o período em que a professora esteve na escola houve problemas semelhantes e, que por isso, os pais exigiram o afastamento dela da escola.
“Ela traumatizou muito a minha filha. Minha filha vomitava e tremia para entrar na escola e eu não sabia o que estava acontecendo porque ela não me contava. Até que um dia uma das alunas que estudava na sala dela saiu chorando com dor na bexiga e falando que essa professora não tinha deixado ela ir ao banheiro”, revelou Cristine.
De acordo com a mãe, na época ela teria criado um grupo e conversado com as mães que também relataram comportamentos inadequados da professora em sala. “Tentei alertar os pais da Escola Evangélica sobre os problemas, mas eles não deram muita atenção”, lembrou.
O OBemdito entrou em contato com a direção da Escola Evangélica. Conforme a diretora, Jocilene de Aparecida Ronno Gaspareto, a escola não irá se pronunciar sobre a situação. Ela se limitou a informar que recebeu da Secretaria de Educação a orientação de que nem ela e nem a professora falaria sobre o assunto e afirmou que “o processo de investigação será conduzido pela Secretaria Municipal de Educação”. Por este motivo o nome da professora envolvida nos fatos não foi citado no texto.
OBemdito também fez contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Umuarama para saber o posicionamento da Administração sobre o assunto. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que “determinou a abertura de um processo de sindicância para apurar a veracidade das reclamações recebidas dos pais de alunos e que dentro do procedimento administrativo a servidora terá assegurado o direito ao contraditório para se manifestar e se defender”.
Ainda de acordo com a nota “a situação está sendo acompanhada atentamente pelo município e medidas apropriadas serão tomadas ao final do procedimento administrativo a ser realizado internamente”.
Após os protestos, os pais foram recebidos pela direção da escola para uma reunião a portas fechadas.
A Secretaria Municipal de Educação informa que determinou a abertura de um processo de sindicância para apurar a veracidade das reclamações recebidas dos pais de alunos. Dentro do procedimento administrativo a servidora terá assegurado o direito ao contraditório, para se manifestar e se defender. A situação está sendo acompanhada atentamente pelo município. Medidas apropriadas serão tomadas ao final do procedimento administrativo, a ser realizado internamente.
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