Cotidiano

Sobrevivente de massacre em SC que matou paranaenses dá relato: ‘Parecia que matariam todos’

Duas pessoas que sobreviveram à chacina que tirou a vida de seis paranaenses em Joinville, no Litoral de Santa Catarina, no último domingo (8) prestaram depoimento na tarde de segunda-feira (9), onde detalharam a intenção dos cerca de 20 participantes da chacina.

“Nos levaram e parecia que matariam todos nós e iriam mesmo, não teria o que fazer. Só não conseguiram porque o carro estragou, não andava e nos abandonaram”, disse uma das vítimas.

“Eles já chegaram loucos lá na casa, batendo e puxando armamento e nós ficamos quietos. Estávamos sentados na área e ficamos quietos. Eles entraram e pegaram os piás, bateram muito neles, judiaram bastante. Eles levaram nós três em outro veículo, abandonaram e nós fugimos. Achamos um vizinho e só agradecemos. Eu sinto muito pelos meus companheiros de serviço, amigos, o meu gerente também, mataram ele queimado, nós vimos companheiros degolados dentro de casa também, todo mundo quebrado”, explicou, durante o depoimento.

Atualmente, o único desejo das vítimas sobreviventes é de que a justiça seja feita e aplicada aos assassinos. “Eram companheiros de serviço, parentes, amigos, foi muito difícil. É uma coisa que eu nunca mais vou esquecer na vida. Mas, a polícia vai colocar a mão neles, isso tem que acontecer”, concluiu.

Segundo informações do portal ND+, o proprietário da empresa que as vítimas trabalhavam está auxiliando no trabalho da polícia e prestando apoio às famílias que estão se deslocando até a cidade para realizar o reconhecimento dos corpos.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios.

O massacre

A Polícia Civil segue investigando o linchamento que tomou a vida de seis paranaenses na cidade de Joinville no litoral de Santa Catarina, na noite deste domingo (8). De acordo com o delegado responsável pelo caso, Dirceu Silveira Júnior, os crimes praticados foram invasão, espancamento, sequestro, incêndio e assassinato.

As vítimas foram identificadas como sendo moradores de Palmas, na região Oeste, e União da Vitória, no Paraná. Eles haviam ido até o município de Joinville para trabalharem em uma empresa que realiza serviços de limpezas em redes elétricas.

Segundo informações primárias coletadas pela Polícia Civil, o crime pode ter começado após um desentendimento de uma das vítimas em um bar da cidade. Ao sair do estabelecimento, o homem foi seguido pelo grupo de suspeitos até a residência, onde foi, juntamente com as outras vítimas, espancado e arrastado para fora do imóvel, que foi ateado fogo logo após.

Durante o atendimento do Corpo de Bombeiros para combate às chamas, a Polícia Militar (PM) recebeu um chamado sobre um veículo que havia sido ateado fogo no bairro Vila Nova, na Zona Oeste de Joinville, com corpos humanos carbonizados dentro dele.

Os suspeitos ainda não foram localizados pela polícia.

(Redação, com informações RIC Mais)

Redação

Recent Posts

Motociclista colide em defensa metálica da PR-082 e é socorrido pelo helicóptero do Samu

Um motociclista colidiu em uma defensa metálica da PR-082 e ficou gravemente ferido na tarde…

12 minutos ago

Surto psicótico mobiliza PM e Samu no Jardim Morumbi, em Altônia

Um episódio de surto psicótico mobilizou equipes da Polícia Militar (PM) e do Serviço de…

39 minutos ago

Jovem empina moto na frente da PM e tem veículo apreendido em Iporã

Um jovem empinou uma moto na frente da Polícia Militar (PM) e teve o veículo…

55 minutos ago

Dupla de moto rouba barraca de lanches em Serra dos Dourados e danifica celular da vítima

Um roubo em uma barraca de lanches foi registrado na noite de domingo (18) no…

1 hora ago

As dramáticas viagens de ‘jardineira’ de antigamente davam medo!

Viajar de cidades grandes para Umuarama ou sair daqui para outros lugares era angustiante...

15 horas ago

Mãe convive apenas sete dias com a filha recém-nascida e morre de câncer

Faleceu na manhã deste domingo (18) Fabiane Lauxen Podolak, de 36 anos, engenheira de Cascavel…

16 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais