Cotidiano

Divulgação de postagens sobre falso rapto de crianças gerou pânico em Umuarama, diz delegado

O delegado-chefe da Polícia Civil de Umuarama, Gabriel Menezes, fez um novo alerta a respeito de falsas informações que circularam nas redes sociais sobre um suposto rapto de crianças. Ele afirmou que as postagens são falsas.

Conforme o delegado, no início da semana passada a Polícia Civil recebeu informações, com fotos e áudios que circularam em redes sociais, de um suposto sequestrador de crianças que estaria agindo nos bairros Sonho Meu e Jabuticabeiras.

As fotos que estavam sendo compartilhadas são relativas a uma tentativa de furto que ocorreu na cidade no dia 27 e foram fornecidas pelos proprietários da residência onde aconteceu o crime. Esse homem já foi identificado pela Polícia Civil e possui passagem pelo crime de furto em outra ocasião.

“Até o momento não há nenhum registro de boletim de ocorrência ou informações de que na cidade há alguém tentando sequestrar crianças”, disse Menezes. Ele acrescenta que as pessoas associaram essas imagens da tentativa de furto ao suposto raptor, mas que isso não é verdade.

Além disso, o delegado disse que o homem que tentou furtar o imóvel recebeu apoio na fuga de alguém em um carro escuro. E que o suposto sequestrador estaria em um carro escuro. Porém, não houve tentativa de sequestro e nem os veículos divulgados eram os mesmos.

Pânico

O delegado-chefe reforçou que a divulgação de informações falsas causou grande repercussão nas redes sociais e gerou pânico da comunidade. Menezes contou que também foi divulgado que uma das tentativas de sequestro teria acontecido em frente a escola do bairro Sonho Meu.

Isso fez com que pais de alunos fossem até a escola e procurassem a direção. A diretora chegou a acionar a Polícia Militar, que foi ao local, mas nada foi identificado.

“Normalmente as pessoas recebem uma informação desse tipo e já repassam”, explicou. No entanto, ele alerta que a primeira atitude deve ser verificar se a informação é verdadeira, antes de divulgar uma publicação que pode ser falsa e gerar pânico na população.

Essa verificação pode ser feita junto às forças de segurança (Polícias Civil e Militar ou a Guarda Municipal) ou mesmo com a imprensa. “Depois que isso cai em circulação fica muito difícil de controlar e depois não é possível saber as consequências”, finalizou.

Jaqueline Mocellin

Olá, eu sou Jaqueline Mocellin e trabalho no site OBemdito desde dezembro de 2016. Atuo como jornalista e editora. Sou formada em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), pós-graduada em Comunicação, Educação e Artes pela Unipar/Cascavel e atualmente curso Direito na UniAlfa Faculdade. Estou sempre em busca da emoção que o jornalismo pode proporcionar. Sou apaixonada pela minha profissão, levo muito a sério a ética de trabalho e a correta apuração dos fatos.

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