Saúde

Médicos e enfermeiros da Atenção Primária passam por capacitação sobre tuberculose

O médico Celso José Gomes, que atua no Ambulatório de Infectologia, revela que só nos primeiros oito meses deste ano, 18 casos de tuberculose foram confirmados na cidade.

Esses e outros dados foram apresentados aos 60 médicos e 36 enfermeiros que compõem a Atenção Primária em Saúde (APS) da Secretaria de Saúde de Umuarama em reuniões realizadas entre quinta e sexta-feira (15 e 16).

Responsável pelo Programa de Tuberculose do Ministério da Saúde em Umuarama, Dr. Celso detalhou que pessoas privadas de liberdade, indígenas, pessoas que vivem com HIV, pessoas em situação de rua e profissionais de saúde que apresentarem sintomas, devem ser atendidos com atenção especial.

“Esse grupo, se apresentar tosse, recomenda-se que já siga para radiografia de tórax sugestiva para tuberculose e encaminhado para avaliação da equipe de saúde para realizar coleta de escarro para baciloscopia ou TRM-TB, cultura e teste de sensibilidade, conforme preconiza o SUS”, detalhou.

A capacitação tem como objetivo principal indicar o diagnóstico precoce e o encaminhamento para o serviço de referência no Ambulatório de Infectologia, que encaminhará para início do tratamento e acompanhamento tanto do paciente quanto de seus familiares.

“A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos ou sistemas”, especifica o médico.

Dr. Celso destacou ainda que a forma extrapulmonar, que afeta outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas vivendo com HIV, especialmente aquelas com comprometimento imunológico.

A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença. Apesar de ser uma enfermidade antiga, a tuberculose continua sendo um importante problema de saúde pública. A doença é responsável por mais de um milhão de óbitos anuais”, pontuou.

O especialista acrescenta que a transmissão da tuberculose acontece por via respiratória, pela eliminação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa, sem tratamento.

“Calcula-se que, durante um ano, em uma comunidade, uma pessoa com tuberculose sem tratamento e que esteja eliminando aerossóis com bacilos, possa infectar, em média, de 10 a 15 pessoas”, alertou, indicando que a doença não é transmitida por objetos compartilhados.

(Assessoria PMU)

Redação

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