Paraná

Hayslon Miguel: Família segue angustiada após 10 meses do desaparecimento do jovem autista

Completou, nesta segunda-feira (22), 10 meses do desaparecimento de Hayslon Miguel Valinhos, de 16 anos, em Cianorte. O menino, que é autista, saiu da casa do pai no dia 23 de outubro de 2021 e até o momento não foi localizado. Na época a família acreditava que o jovem havia entrado em crise e desaparecido por conta disto.

“O pai dele vive em muito sofrimento, porque não tem notícias nenhuma”, relatou o tio de Hayslon, Edinho, em conversa ao OBemdito. “Antigamente o pessoal até falava que tinha visto ele em uns lugares, mas depois de um tempo não ouvimos mais nada”, completou.

Várias buscas realizadas por familiares e amigos do jovem foram feitas desde o dia em que Hayslon desapareceu e a polícia conduziu uma investigação a procura de pistas que levassem ao paradeiro do jovem. Varreduras foram feitas em várias cidades, inclusive em estradas rurais da região de Cianorte.

Mas o que aconteceu?

O desaparecimento do jovem aconteceu durante um processo de mudança da zona rural para a zona urbana da cidade. Enquanto Valdecir – o pai do jovem – cuidava da mudança, Hayslon Miguel desapareceu.

O adolescente teria saído com destino à cidade de Umuarama, onde sua mãe reside, porém nunca chegou ao local. Seu desaparecimento aconteceu no dia 23 de outubro. Desde então, amigos, familiares, e autoridades intensificaram as buscas na tentativa de encontrar o jovem.

Hiperfoco em sobrevivência em mata

Estudos afirmam que pessoas diagnosticadas com o grau de Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem desenvolver hiperfoco em certas atividades e desenvolver uma habilidade notória naquilo que se propõem a fazer.

No caso de Hayslon, existe a suspeita de que o jovem tenha seu foco em sobrevivência em mata. A pedagoga Ana Floriopes, que trabalha com a inclusão de crianças especiais na comunidade escolar, publicou um trecho da conversa que teve com Gustavo, irmão de Hayslon, o que chama bastante a atenção:

“Ele me informou que seu irmão assistia muitos programas de sobrevivência na mata, inclusive Largados e Pelados. Fazia armadilhas para pegar animais, caçar na mata e perguntou à tia, tempo antes, sobre Umuarama”, escreveu ela, enfatizado que essas são características de hiperfoco.

As equipes dos bombeiros suspenderam as buscas até o surgimento de novas pistas.

Redação

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