Jadson e Diego: mais que fonte de sustento, trabalho também é paixão sobre duas rodas FOTO: RICARDO TRINDADE
Uma profissão desafiadora e que tem ganhado espaço e visibilidade nos últimos tempos é a de trafegar sobre duas rodas, pegando aqui, entregando ali. São os “motoboys”. A pandemia favoreceu o mercado desta categoria, que ganhou força.
‘’Nosso serviço tem ficado mais apurado com a chegada da pandemia. As empresas hoje dependem do nosso serviço, por conta das restrições. Sem os motoboys muitos estabelecimentos não estariam mais funcionando. Por isso, prezamos sempre pela agilidade no serviço‘’, diz Jadson Andretti.
Para ele, sobre duas rodas é uma grande responsabilidade e, acima de tudo, um enorme desafio, que aumentam ainda mais nos dias frios e de chuvas. ‘’Não é fácil. Faz parte da profissão”, explica.
Em Umuarama, 80 motoboys participam de um grupo que acompanha os avanços e retrocessos no setor, e também participa de causas sociais. Nas contas de um dos integrantes, Diego de Carvalho Donato, muitas outras pessoas vivem do ofício na cidade.
O trânsito é a situação mais desafiadora para os profissionais. “Há muita falta de respeito e empatia entre as pessoas que convivem no trânsito. Nós sofremos muito com isso. O nosso trabalho exige agilidade e, por isso, muitas vezes precisamos acelerar. Não quer dizer que não respeitamos as regras vigentes”, avalia Jadson Andretti.
Com a alta demanda a vida desses profissionais também mudou. ”Nós nos tornamos ainda mais reféns da nossa profissão para tentar suprir a demanda dos estabelecimentos que necessitam do nosso trabalho. Com isso, deixamos de lado nossa vida social e o convívio com a nossa família para buscar o nosso sustento”, observa Diego Donato.
Jadson Andretti diz ter encontrado na paixão pelas duas rodas também o seu ganha pão. Há 5 anos, ele exerce a atividade em Umuarama. Estar em uma motocicleta, para Jadson, é apaixonante, e ao mesmo tempo traz muita adrenalina. “Apesar de todas as dificuldades e todos os desafios, eu me sinto feliz e realizado”.
Ele conta já ter feito 80 entregas em um único dia. ”Nós que estamos nas ruas corremos muitos riscos. Percorremos toda essa cidade. A colheita tem sido boa, estou feliz”.
Diego Donato atua sobre duas rodas há dois anos e também se mostra contente com o trabalho. ”É cansativo, mas quando vemos a satisfação dos clientes e patrões, tudo se resolve, porque dá para viver”.
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