Foto: Assessoria PMU
O Paraná é o segundo maior produtor nacional de mandioca. Além disso, a cultura compõe um dos principais cultivos da agricultura familiar no Estado. A produção se concentra, sobretudo, na região Noroeste, que possui o clima e o solo favoráveis. Dentro do Estado, os núcleos regionais que mais produziram foram os de Umuarama e Paranavaí, conforme a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).
Diante da importância econômica e social do cultivo, a Prefeitura de Umuarama – por meio da Secretaria Municipal de Agricultura –, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR/PR), promove um dia de campo sobre a mandiocultura na próxima terça-feira (12), a partir das 8h na propriedade do agricultor Luiz Vanderlei Lembi (Estrada Mandaguara, a 500 metros do distrito de Lovat).
“Aguardamos a presença de 100 agricultores que já trabalham com a mandioca ou que tenham interesse na cultura. Será uma oportunidade para conhecerem materiais novos, discutirem sobre o futuro desse cultivo e se atualizarem sobre as perspectivas produtivas e de mercado. Teremos palestras com técnicos especializados e pesquisadores do IDR/PR”, convida o diretor de Agricultura e Pecuária do município, Murilo Teixeira.
Os participantes conhecerão 10 parcelas com diferentes variedades de mandioca de mesa e outras 10 parcelas com tipos direcionados à indústria. “A mandioca é uma cultura muito adequada para a região. Além da rentabilidade, ela é viável para pequenas e grandes propriedades e resiste bem às variações climáticas. No período em que o Noroeste enfrentou longa estiagem, foi um dos cultivos que menos sentiu a falta de chuvas”, acrescentou o diretor.
O secretário municipal da Agricultura, Cleverson Alvarenga, reforça que a mandioca é uma boa opção tanto para agricultores familiares (com área mínima de subsistência, cultivando variedades de mesa), quanto para donos de grandes áreas destinadas à produção industrial. “A rentabilidade está cada vez melhor e as condições são favoráveis, por isso a cultura pode ser mais explorada aqui no município”, apontou.
A organização colocará cinco micro-ônibus para transportar agricultores interessados no evento, das principais estradas rurais e distritos de Umuarama. “Iniciaremos com um café da manhã e após a parte técnica e as visitas, o evento terminará com um almoço oferecido aos participantes”, completou o secretário.
Área plantada vem aumentando em Umuarama. Eram 5.950 hectares em 2020 (quando foram produzidas mais de 140 mil toneladas com rendimento de R$ 58,5 milhões) e chega a 8.950 hectares plantados na safra 2021 (com 5.450 ha a colher, segundo dados da Seab).
Em 2020, de acordo com números do Ipardes, em Umuarama, a mandioca rendeu mais que a cana-de-açúcar (R$ 51,5 milhões em 11,8 mil hectares) e também superou a produção leiteira, que rendeu R$ 43,5 milhões.
Apesar de ser um dos maiores produtores do Paraná, o município Umuarama ainda não conta com unidades para industrializar a produção. A Prefeitura tem buscado empresas interessadas em se instalar no município e há contatos avançados com a Podium Alimentos, de Tamboara (região de Paranavaí).
Na safra 2016/17 e 2017/18, o preço da tonelada variou entre R$ 923,27 e R$ 1.046,51. “A mandioca é um dos pilares da nossa produção agrícola. O último VBP estadual (valor bruto da produção) da cultural foi de R$ 1,6 bilhão”, finalizou o diretor Murilo Teixeira, com base em números da Seab e Ipardes.
(Assessoria PMU)
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